As condições compatíveis com a profissionalização do Serviço Social se desenvolveram a partir da intervenção do Estado capitalista nos processos de regulação e reprodução social, por meio das políticas sociais públicas, cujos programas, projetos e serviços, realizam atividades
- A)com dinâmicas interventivas, as quais contam com organização, recursos e objetivos determinados e controlados pelo próprio assistente social.
Errada, porque os programas e serviços não são organizados e controlados pelo próprio assistente social, mas por instituições e políticas públicas mais amplas.
- B)com os segmentos sociais vulnerabilizados pelas sequelas da questão social e que buscam respostas às suas necessidades mais imediatas.
Certa, porque as ações do Serviço Social se voltam aos segmentos vulnerabilizados pelas expressões da questão social e às suas necessidades imediatas.
- C)em que as ações a serem desenvolvidas prescindem de reflexão teórica e crítica, posto que o importante é a capacidade do assistente social de se manter colaborativo.
Errada, porque o Serviço Social exige reflexão teórica e crítica; não basta colaboração sem fundamento, já que a profissão tem projeto ético-político e base analítica.
- D)em que as ações propiciam espaços de negociação com diferentes setores da sociedade civil, devido à ampliação do terceiro setor e da filantropia.
Errada, porque a profissionalização do Serviço Social não se explica pela expansão do terceiro setor e da filantropia, mas pela intervenção do Estado nas políticas sociais.
Gabarito: B
A profissionalização do Serviço Social ganha força quando o Estado capitalista passa a intervir mais diretamente na regulação da vida social, especialmente por meio das políticas sociais públicas. É nesse cenário que o assistente social se insere como trabalhador assalariado, atuando em programas, projetos e serviços voltados para as expressões da questão social. O ponto central da questão é perceber que essas ações não aparecem no vazio: elas se dirigem a grupos e segmentos sociais afetados por vulnerabilidades e por necessidades concretas do cotidiano, como renda, acesso a direitos, proteção social e serviços básicos. Em outras palavras, o trabalho profissional se vincula às demandas imediatas produzidas pelas desigualdades do capitalismo. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente essa ideia ao afirmar que os programas, projetos e serviços realizam atividades com os segmentos socialmente vulnerabilizados pelas sequelas da questão social e que buscam respostas às suas necessidades mais imediatas. É uma formulação bem alinhada à tradição crítica do Serviço Social. As demais alternativas escorregam em pontos importantes: algumas atribuem ao assistente social um controle que ele não tem, outras esvaziam a base teórico-crítica da profissão ou deslocam o debate para o terceiro setor e a filantropia, que não explicam, por si, a institucionalização da profissão. Em concurso, a dica é simples: quando aparecer Estado, políticas sociais e questão social, pense no vínculo entre demanda social, proteção pública e atuação profissional.