Um dos fatores que colaboraram com a maior abrangência e universalização do acesso aos programas, projetos e serviços sociais nas instituições públicas estatais é a
- A)redução do financiamento estatal para serviços sociais.
Errada, porque a redução do financiamento estatal tende a enfraquecer, e não ampliar, o acesso aos serviços sociais.
- B)expansão de investimentos estatais em instituições não governamentais.
Errada, porque deslocar o foco para instituições não governamentais não é o fator central da universalização no âmbito estatal.
- C)intensificação do foco em programas de assistência de curto prazo.
Errada, porque a priorização de ações curtas e focalizadas costuma limitar a universalização e reforçar respostas fragmentadas.
- D)garantia da participação popular e controle social.
Certa, porque a participação popular e o controle social democratizam a gestão e ampliam o acesso aos programas e serviços.
Gabarito: D
A ampliação do acesso aos programas, projetos e serviços sociais no âmbito estatal não acontece por acaso: ela depende de mecanismos que façam a política pública responder às necessidades reais da população. No Serviço Social, isso se liga diretamente ao princípio da participação popular e do controle social, porque quando a sociedade acompanha, fiscaliza e opina sobre as políticas, a tendência é haver mais democratização do acesso e menos decisões tomadas de cima para baixo. Na Constituição de 1988, especialmente no campo da Seguridade Social, a participação da população na formulação, fiscalização e acompanhamento das ações públicas é um dos pilares da gestão democrática. Na assistência social, a LOAS também reforça essa lógica ao prever conselhos e conferências. Ou seja, não basta o Estado existir: ele precisa abrir espaço para a sociedade entrar no jogo, e isso amplia a cobertura e a universalização dos serviços. É por isso que o gabarito é a letra D. A participação popular e o controle social ajudam a tornar os programas mais universais, mais transparentes e mais alinhados às demandas coletivas. Sem isso, a política social corre o risco de virar atendimento fragmentado, restrito e com cara de favor, em vez de direito. As demais alternativas apontam caminhos opostos ao processo de universalização. A lógica correta aqui é a da democratização da política social, não a da redução do Estado, da terceirização como eixo central ou do assistencialismo de curtíssimo prazo.