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Serviço Social · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Serviço Social

A assessoria realizada por assistentes sociais em contextos de reestruturações organizacionais e projetos empresariais, conforme discutido por Freire (2006), apresenta desafios complexos, como a coexistência de interesses divergentes entre empresários e trabalhadores. Nesse contexto, o assistente social deverá adotar estratégias participativas, como a pesquisa- -ação, além de desvelar demandas ocultas e fomentar a articulação política dos assessorados. Considerando o exposto e, ainda, as estratégias de assessoria no serviço social, assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: A

Na assessoria e consultoria em Serviço Social, o assistente social não entra como um observador distante, nem como alguém que só carimba decisões alheias. Ele atua de forma crítica, técnica e comprometida com a análise da realidade, ajudando a equipe ou a instituição a enxergar demandas explícitas e também aquelas mais escondidas, que nem sempre aparecem no primeiro olhar. Em contextos de reestruturação organizacional e projetos empresariais, isso fica ainda mais delicado, porque costumam coexistir interesses diferentes, às vezes até opostos, entre empregadores e trabalhadores. Por isso, estratégias participativas, como pesquisa-ação, avaliação contínua, planejamento e articulação política, são muito valorizadas. Elas permitem que os assessorados participem do processo, apropriem-se dos conhecimentos construídos e fortaleçam sua autonomia. A literatura da área, como a discutida por Freire (2006), reforça essa perspectiva dialógica e crítica, em vez de uma assessoria burocrática ou meramente técnica. O item A está incorreto porque diz que o assistente social deve manter postura neutra e evitar acatar críticas, demandas ou estratégias da equipe assessorada. Isso contraria a lógica da assessoria em Serviço Social, que pressupõe escuta qualificada, mediação, participação e construção coletiva. Neutralidade, aqui, vira quase uma fantasia de filme: na prática, o profissional precisa analisar, problematizar e contribuir com o processo, sem se fechar ao diálogo. Em resumo, assessorar não é mandar sozinho, nem apenas seguir ordens. É construir junto, com método, reflexão crítica e compromisso ético-político, sempre considerando os limites institucionais e a correlação de forças do contexto.

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