Conhecida como “Campanha Faça Bonito”, no dia 18 de maio comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Considerando os sinais de alerta para abuso infantil sexual contra crianças e adolescentes, analise as afirmativas a seguir. I, Mudança de comportamento: o primeiro sinal é uma possível mudança no padrão de comportamento da criança, como alterações de humor entre retraimento e extroversão, agressividade repentina, vergonha excessiva, medo ou pânico. Essas alterações costumam ocorrer de maneira imediata e inesperada. Em algumas situações, a mudança de comportamento é em relação a uma pessoa ou a uma atividade específica. II. Enfermidades psicossomáticas: unidas aos traumatismos físicos, as enfermidades psicossomáticas também podem ser sinais de abuso. São problemas de saúde, sem aparente causa clínica, como dores de cabeça, erupções na pele, vômitos e dificuldades digestivas, que, na realidade, têm fundo psicológico e emocional. III. Comportamentos infantis repentinos: deve-se observar as características de relacionamento social da criança. Se o jovem voltar a ter comportamentos infantis, os quais já abandonou, é um indicativo de que algo esteja errado, a criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes, de forma não-verbal. IV. Frequência escolar: deve-se observar a queda injustificada na frequência escolar ou baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem. Outro ponto que merece atenção é a pouca participação em atividades escolares e a tendência ao isolamento social. Em relação aos sinais de alerta, está correto o que se afirma em
- A)I, II, III e IV.
Certa, porque as quatro afirmativas descrevem sinais de alerta compatíveis com suspeita de abuso sexual infantil e adolescente.
- B)II, apenas.
Errada, porque as afirmações I, III e IV também trazem sinais reconhecidos de alerta, não apenas a II.
- C)IV, apenas.
Errada, porque a frequência escolar é um indicador importante, mas não é o único sinal mencionado na questão.
- D)I e IV, apenas.
Errada, porque além de I e IV, as afirmativas II e III também apontam sinais clássicos de possível abuso.
Gabarito: A
Os sinais de abuso sexual infantil raramente aparecem como uma “marca” única e óbvia. O mais comum é um conjunto de pistas comportamentais, emocionais e escolares que mudam sem explicação aparente. Por isso, a leitura do contexto é essencial: a criança pode ficar mais retraída, agressiva, ansiosa, com medos incomuns, ou até regredir para comportamentos mais infantis. Também podem surgir queixas físicas repetidas, como dores e mal-estares sem causa clínica bem definida. No caso da questão, as quatro afirmativas trazem sinais clássicos de alerta usados na rede de proteção: mudança repentina de comportamento, sintomas psicossomáticos, regressão a comportamentos infantis e queda no desempenho ou na frequência escolar. Esses elementos aparecem em materiais de prevenção e orientação de órgãos de proteção à infância e adolescência e são compatíveis com a lógica do Estatuto da Criança e do Adolescente, que impõe dever de prevenção, proteção integral e comunicação de suspeitas de violência. O ponto central aqui é entender que abuso sexual não costuma se apresentar de modo “limpo” ou isolado. Ele costuma bagunçar o funcionamento emocional, social e escolar da vítima. Então, quando a banca lista sinais que conversam entre si, a tendência é considerar o conjunto como correto, desde que estejam alinhados com a literatura de proteção à criança e ao adolescente. Assim, o gabarito A está certo porque todas as afirmativas descrevem sinais compatíveis com suspeita de abuso sexual infantil e adolescente. A questão cobra reconhecimento de indicadores de alerta, não diagnóstico fechado. Em prova, vale lembrar: sinal de alerta não prova sozinho o abuso, mas acende a luz vermelha para investigação e proteção imediata.