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Serviço Social · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Serviço Social

Lindalva, 40 anos, mãe solo de Alice de 8 anos, Pedro de 12 anos e Caio de 19 anos, reside no município de Azulândia. Ela não contribui com a Previdência Social, pois trabalha de forma informal como catadora de materiais recicláveis, chegando a ter como renda familiar uma média de R$ 1.000,00/mensal. Caio é deficiente visual (cegueira total), faz uso de remédios controlados e não recebe nenhum benefício social. Há mês que Lindalva fica impossibilitada de trabalhar e depende de ajuda de vizinhos. Lindalva procurou o CRAS de sua localidade para obter informações e, se possível, solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para Caio. Considerando a situação hipotética e a Lei nº 8.742/1993, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: C

O BPC, previsto no art. 203, V, da Constituição e regulado pela Lei nº 8.742/1993 (LOAS), é um benefício assistencial, e não previdenciário. Isso já derruba a ideia de que seria preciso contribuição ao INSS para ter direito. Ele garante 1 salário mínimo mensal à pessoa idosa com 65 anos ou mais, ou à pessoa com deficiência, de qualquer idade, desde que comprove impedimento de longo prazo e situação de vulnerabilidade social. No caso narrado, Caio tem cegueira total, o que pode caracterizar deficiência, e a situação econômica da família indica baixa capacidade de sustento. A renda descrita e a informalidade do trabalho de Lindalva ajudam a mostrar a vulnerabilidade, embora a análise do BPC considere também a avaliação social e médica, além do critério de renda. Outro ponto importante é que a inscrição no Cadastro Único é requisito obrigatório para requerer o BPC, conforme a legislação e a regulamentação administrativa do benefício. Então, a alternativa correta acerta ao juntar os elementos centrais: natureza assistencial do BPC, possibilidade de concessão à pessoa com deficiência de qualquer idade e exigência de inscrição no CadÚnico. Resumo de prova: não confunda BPC com aposentadoria, pensão ou benefício por contribuição. Aqui, a lógica é proteção social para quem não consegue prover a própria manutenção, e não prêmio por ter pago o sistema.

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