A partir das legislações específicas e do Projeto Ético-Político Profissional é possível afirmar que a intervenção do assistente social na educação também se desenvolve com a perspectiva de contribuir com o processo de democratização da educação pública. Sobre tal perspectiva, estão corretas as afirmativas a seguir, EXCETO:
- A)O assistente social deve atuar buscando promover o rompimento com práticas tradicionais de controle, tutela e subalternização.
Certa, porque romper com práticas de controle, tutela e subalternização é coerente com o Projeto Ético-Político do Serviço Social.
- B)O profissional deve buscar o alargamento dos canais de participação e a ampla socialização de informações sobre direitos e serviços.
Certa, porque ampliar a participação e socializar informações sobre direitos e serviços faz parte da atuação democrática na educação.
- C)A intervenção do assistente social deve adquirir um caráter de enquadramento disciplinador visando à aceitação das situações impostas pela vida social.
Errada, porque o Serviço Social não deve assumir papel disciplinador nem induzir aceitação passiva das desigualdades sociais.
- D)A atuação do assistente social deve pautar-se pela construção de relações cooperativas que visem, em última instância, a aquisição cultural para a realização dos sujeitos.
Certa, porque a construção de relações cooperativas e o acesso à cultura reforçam a dimensão emancipatória da atuação profissional.
Gabarito: C
A atuação do assistente social na educação, à luz do Projeto Ético-Político Profissional e das normas da profissão, não combina com uma lógica de controle social “de cima para baixo”. O foco é fortalecer direitos, ampliar acesso, garantir participação e ajudar a escola a ser um espaço mais democrático e menos excludente. Em outras palavras: menos carimbo, mais cidadania. Esse entendimento dialoga com o Código de Ética do Assistente Social, especialmente quando ele afirma a defesa intransigente dos direitos humanos, a ampliação e consolidação da cidadania e o compromisso com a democracia e a participação dos usuários. Na educação, isso se traduz em ações que rompem com práticas tuteladoras, moralizantes e disciplinadoras. Por isso, a alternativa C está errada: falar em “enquadramento disciplinador” e em aceitação passiva das situações impostas pela vida social vai na contramão do projeto profissional. O assistente social não deve adaptar pessoas à desigualdade, mas contribuir para problematizá-la e enfrentá-la, com informação, acesso a direitos e fortalecimento de sujeitos coletivos. As demais alternativas estão alinhadas com essa perspectiva emancipatória, de ampliação de canais de participação e construção de relações mais cooperativas e democráticas no ambiente escolar.