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Serviço Social · CEV-URCA · 2025

Questão comentada de Serviço Social

“A tradição autoritária, segundo o pensamento social brasileiro em Holanda (2016), Faoro (2008) e Schwartzan (1988), foi uma marca perene da formação econômica e sociopolítica do Brasil, cujas bases estariam alicerçadas no regime de apropriação privada da terra, na ausência de relações de solidariedade social, na primazia das relações pessoais e familiares e no poder indelével das elites rurais, dos ‘coronéis’ e sua íntima relação com o processo político.” (Rezende, 2020, p. 1. A Formação Social do Estado Brasileiro: origens e a modernização no pensamento político institucional. Disponível em: link) Com relação ao processo de formação socioeconômica e sociopolítica do Brasil, marque a opção correta:

Gabarito: D

A formação social brasileira foi marcada, desde a colonização, por uma lógica de ocupação da terra ligada ao privado, ao mando local e às relações pessoais, e não por uma separação nítida entre o que era do Estado e o que era da elite. Em autores como Sérgio Buarque de Holanda, Raymundo Faoro e outros intérpretes do Brasil, aparece com força a ideia de que a vida pública foi muitas vezes capturada pelos interesses privados, familiares e patrimoniais. Isso ajuda a entender por que o Brasil colonial e parte do Império e da República Velha foram atravessados por coronelismo, clientelismo e patrimonialismo. Em vez de uma administração impessoal, o que predominava era o uso da coisa pública como extensão dos interesses dos grupos dominantes. A política, nesse cenário, tinha muito mais cheiro de compadrio do que de cidadania. Por isso, o gabarito correto é a alternativa D: a formação socioeconômica e sociopolítica do Brasil foi marcada pela indistinção entre esfera pública e privada. Essa é uma chave clássica do pensamento social brasileiro, especialmente em Casa-Grande & Senzala, Raízes do Brasil e Os Donos do Poder, obras que ajudam a explicar a permanência de traços autoritários na organização da sociedade. Em prova, quando aparecer privatismo, patrimonialismo, coronelismo e confusão entre público e privado, acenda o alerta. A banca costuma cobrar justamente essa leitura crítica da herança colonial e oligárquica do Brasil.

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