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Serviço Social · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Serviço Social

A questão da práxis profissional se apresenta como essencial para a compreensão da atuação do assistente social. Inicia-se com o reconhecimento do serviço social como um trabalho abstrato inserido no modo de produção capitalista e que, portanto, irá sofrer todas as consequências que esse modelo impõe na sociabilidade humana, apesar de ser um cenário também de intervenção profissional. Considerando essas informações, assinale a opção que corresponde à compreensão da práxis profissional.

Gabarito: D

A práxis profissional, no Serviço Social, não é só fazer a intervenção acontecer no “piloto automático”. Ela envolve compreender o assistente social como trabalhador inserido na divisão social e técnica do trabalho, atuando numa sociedade capitalista marcada por contradições, desigualdades e demandas que chegam ao cotidiano institucional. Em outras palavras: a prática profissional precisa ser entendida junto com sua função social, com seu lugar no trabalho coletivo e com a leitura crítica da realidade. Por isso, a ideia central da questão não é reduzir o Serviço Social a assistencialismo, nem tratá-lo como se fosse um agente genérico de “melhoria da sociedade” sem base histórica. A profissão é uma especialização do trabalho coletivo, com atribuições e competências reconhecidas socialmente e juridicamente, como prevê a Lei 8.662/1993 ao regulamentar a profissão. O gabarito é a letra D porque ela capta exatamente essa compreensão: o Serviço Social como trabalho inserido na divisão social e técnica do trabalho, como especialização do trabalho coletivo. Isso conversa diretamente com a tradição crítica da profissão, que entende a práxis como articulação entre teoria e prática, mediada pela realidade concreta em que o assistente social atua. Em prova, quando aparecer “práxis profissional”, pense: não basta executar tarefas. É preciso entender o lugar da profissão na sociedade, sua função social, seus limites e possibilidades, sempre relacionando intervenção e análise crítica. É esse casamento que a banca quer ver.

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