A dimensão técnico-operativa do serviço social
- A)estimula a simplicidade de resposta aos problemas sociais, dada a certeza de seus efeitos sobre as variáveis intercorrentes.
Errada, porque a dimensão técnico-operativa não estimula respostas simples e certeiras para problemas sociais complexos, já que a intervenção profissional exige análise crítica e mediação concreta.
- B)pressupõe a redução de demandas provindas dos problemas sociais.
Errada, porque essa dimensão não reduz demandas sociais; ao contrário, ela organiza e responde a demandas que se apresentam de forma diversa e muitas vezes ampliada.
- C)desconsidera os diferentes espaços sócio-ocupacionais envolvidos nas ações sociais.
Errada, porque os diferentes espaços sócio-ocupacionais são centrais para definir a forma de atuação do assistente social, e não algo a ser desconsiderado.
- D)envolve demandas que requerem modalidades operativas flexíveis e personalizadas.
Certa, porque a atuação técnico-operativa precisa de procedimentos flexíveis e personalizados, adequados à complexidade das demandas e ao contexto institucional em que a intervenção acontece.
Gabarito: D
A dimensão técnico-operativa do serviço social é o momento em que o conhecimento da profissão ganha forma concreta na intervenção. É aqui que entram os instrumentos, técnicas e procedimentos que você usa no cotidiano: entrevista, visita domiciliar, relatórios, encaminhamentos, pareceres, articulação de rede e tantas outras ferramentas. Mas atenção: isso não é uma “receita de bolo”. O trabalho social lida com demandas complexas, mutáveis e atravessadas por diferentes contextos institucionais e territoriais. Por isso, a dimensão técnico-operativa exige respostas flexíveis, ajustadas à singularidade de cada situação e ao espaço sócio-ocupacional em que o assistente social atua. Não existe uma única forma de operar para tudo, porque as demandas variam conforme a política pública, a instituição, o público atendido e a correlação de forças presente naquele cenário. A alternativa D está correta justamente porque reconhece essa necessidade de modalidades operativas flexíveis e personalizadas. Isso combina com a prática profissional crítica do Serviço Social, que não atua com soluções padronizadas e automáticas, mas com intervenções planejadas, éticas e articuladas ao projeto profissional. Já as demais alternativas tentam reduzir ou simplificar demais a realidade social, como se fosse possível resolver problemas complexos com respostas simples e uniformes. Na prática, a dimensão técnico-operativa é o “como fazer” da profissão, mas um como fazer pensado, situado e politicamente comprometido.