Na entrevista, como competência técnico-operativa do assistente social, ocorre uma
- A)comunicação para vincular ser humano e natureza.
Errada, porque a entrevista não é definida como comunicação para vincular ser humano e natureza, e sim como interação profissional voltada à compreensão e intervenção na realidade social.
- B)análise da situação a partir da fala do profissional de serviço social.
Errada, porque a análise da situação parte da fala do usuário e da escuta profissional, não da fala do assistente social como elemento central.
- C)relação face a face que envolve pensamento e conflito.
Certa, porque a entrevista é uma relação face a face que envolve escuta, reflexão, pensamento crítico e a presença de conflitos próprios da intervenção profissional.
- D)coleta de dados objetivos sem finalidade de intervenção na realidade.
Errada, porque a entrevista no Serviço Social não é mera coleta de dados sem finalidade; ela tem objetivo interventivo e integra o processo de trabalho profissional.
Gabarito: C
A entrevista é um dos instrumentos técnico-operativos mais clássicos do Serviço Social. Ela não é um simples bate-papo, porque exige intencionalidade profissional, escuta qualificada, direção ética e capacidade de apreender a realidade social da pessoa ou família atendida. Em outras palavras, voce conversa, mas conversa com método, objetivo e responsabilidade. Na prática, a entrevista acontece como uma relação face a face, em que o assistente social estabelece um vínculo de trabalho com o usuário, observando o que é dito, o que não é dito e como a situação se apresenta. Esse encontro envolve pensamento crítico, análise da realidade e também tensões, porque muitas vezes há conflitos de interesses, necessidades urgentes e limites institucionais. Por isso, o gabarito está na alternativa C. Ela traduz bem a ideia de entrevista como interação direta entre profissional e usuário, marcada por reflexão e conflito, o que combina com a natureza do trabalho social. A entrevista não serve só para registrar falas, mas para interpretar a demanda e orientar intervenções. As demais alternativas erram ao reduzir a entrevista a comunicação abstrata, fala do próprio profissional ou mera coleta de dados sem finalidade interventiva. No Serviço Social, especialmente à luz do Projeto Ético-Político e da lógica interventiva da profissão, a entrevista é sempre meio de conhecimento e de ação, nunca um formulário com voz humana.