O Código de Ética de 1993 configurou-se como baliza para a compreensão do serviço social como profissão reconhecida pela sociedade e inserida na divisão
- A)científica.
Errada, porque o Serviço Social não é descrito pelo Código de Ética como inserido em uma suposta divisão científica do trabalho.
- B)do mundo do trabalho.
Errada, porque “mundo do trabalho” é uma ideia ampla, mas não é a expressão técnico-conceitual usada para definir a inserção profissional cobrada pela questão.
- C)politécnica do trabalho.
Errada, porque “divisão politécnica do trabalho” não é a formulação adotada na literatura e nos marcos normativos do Serviço Social.
- D)sociotécnica do trabalho.
Certa, porque o Serviço Social é compreendido como profissão inserida na divisão sociotécnica do trabalho, com função social e técnica na organização do trabalho coletivo.
Gabarito: D
O Código de Ética de 1993 é um marco no Serviço Social porque consolida um projeto profissional comprometido com a liberdade, a democracia, os direitos sociais e a qualidade dos serviços prestados à população. Ele ajuda a mostrar que a profissão não atua isolada, como se estivesse “no seu mundinho”, mas integra um processo maior de trabalho socialmente dividido e articulado com outras atividades. Quando a questão fala em profissão reconhecida pela sociedade e inserida na divisão do trabalho, a ideia central é que o Serviço Social faz parte da divisão sociotécnica do trabalho. Isso significa que a profissão ocupa um lugar específico na organização social do trabalho, com saberes, competências e atribuições próprias, voltadas à intervenção nas expressões da questão social. A alternativa correta, portanto, é a que traz “divisão sociotécnica do trabalho”, porque é esse o conceito usado para situar o Serviço Social como uma profissão que combina dimensão social e técnica na dinâmica do trabalho coletivo. Não se trata de uma divisão científica, nem de uma expressão genérica como “mundo do trabalho”. Esse entendimento conversa com a tradição crítica da profissão no Brasil, especialmente a partir da reconceituação e da consolidação do projeto ético-político nos anos 1990. O Código de Ética de 1993 reforça essa identidade profissional mais crítica, comprometida com direitos e com a inserção qualificada no trabalho social.