No caso de ações socioeducativas envolvendo o serviço social, o trabalho em rede
- A)exige disposição para uma articulação socioeducativa.
Certa: o trabalho em rede, nas ações socioeducativas do serviço social, exige articulação entre serviços, instituições e comunidade.
- B)pressupõe ações verticalizadas e estrutura hierarquizada.
Errada: trabalho em rede pressupõe cooperação horizontal e integrada, não ações verticalizadas nem estrutura hierarquizada.
- C)desconsidera as políticas públicas setoriais.
Errada: a rede se apoia na articulação com as políticas públicas setoriais, e não no seu descarte.
- D)restringe a participação social da comunidade.
Errada: a lógica da rede fortalece a participação social e a atuação comunitária, em vez de restringi-las.
Gabarito: A
Quando o serviço social atua com ações socioeducativas, o trabalho em rede não é enfeite nem burocracia: ele é a forma de conectar serviços, políticas, instituições e comunidade para que o atendimento faça sentido na vida real. Em vez de cada órgão trabalhar isolado, a rede permite troca de informações, encaminhamentos mais coerentes e ações integradas, especialmente em situações de vulnerabilidade social. No SUAS, essa lógica aparece com força porque a proteção social depende de articulação entre assistência social, saúde, educação, trabalho, habitação e outras políticas públicas. A própria Política Nacional de Assistência Social e a organização do SUAS valorizam a intersetorialidade, a territorialização e o fortalecimento de vínculos, o que combina diretamente com ações socioeducativas. Por isso, o item A está correto: falar em trabalho em rede, nesse contexto, exige disposição para articular ações socioeducativas, ou seja, construir diálogo, cooperação e corresponsabilidade entre os atores envolvidos. Rede aqui não é amontoado de serviços, mas cooperação organizada para ampliar acesso, garantir direitos e evitar respostas fragmentadas. As demais alternativas invertem a lógica do tema. Trabalho em rede não combina com verticalização, nem com exclusão das políticas setoriais, e muito menos com redução da participação social. Na assistência social, a ideia é justamente o contrário: articular, integrar e envolver.