O serviço social de caso, surgido nos EUA, a partir do processo de teorização e estruturação técnico-operativa iniciado por Mary Richmond, tinha como objetivo promover a inserção do indivíduo ao meio social, em uma perspectiva de
- A)adequação desse meio às reais necessidades do indivíduo.
Errada, porque o serviço social de caso não buscava adequar o meio às necessidades do indivíduo, mas sim adaptar o indivíduo ao meio existente.
- B)promoção do desenvolvimento individual e coletivo a partir do questionamento do espaço social.
Errada, porque essa ideia de questionamento do espaço social e desenvolvimento coletivo pertence a perspectivas mais críticas e posteriores.
- C)promoção da coletividade.
Errada, porque o foco do casework era individualizado, não a promoção da coletividade como objetivo central.
- D)ajustamento do indivíduo à normativa posta pela sociedade.
Certa, porque o serviço social de caso seguia uma lógica de ajustamento do indivíduo à ordem social e às normas vigentes.
Gabarito: D
O serviço social de caso nasceu nos EUA ligado ao movimento de “casework” e à obra de Mary Richmond, que buscava organizar a intervenção profissional sobre o indivíduo e sua relação com o meio. A ideia central, naquele momento histórico, era entender a situação pessoal, social e moral do sujeito para promover sua adaptação ao contexto em que vivia. Esse modelo clássico não tinha um viés de transformação estrutural da sociedade. Ele era marcado por uma perspectiva de ajustamento, isto é, a tentativa de fazer o indivíduo se adaptar às normas, valores e exigências sociais já existentes. Por isso, em vez de questionar a ordem social, a prática buscava harmonizar o sujeito com ela. É exatamente isso que a alternativa D expressa: o objetivo era o ajustamento do indivíduo à normativa posta pela sociedade. Em linguagem bem direta, o foco era “encaixar” a pessoa na ordem social vigente, e não redefinir essa ordem. As outras opções tentam dar um tom mais crítico ou coletivo ao Serviço Social, mas isso combina mais com abordagens posteriores da profissão, especialmente quando o Serviço Social passa a incorporar leituras mais estruturais e críticas da realidade social.