A elaboração do projeto de intervenção pode ser precedida por perguntas básicas, como “O quê?”, “Por quê?”, “Para Quem?”, “Como?”. Nesse sentido, a pergunta “Com que meios?” remete
- A)à justificativa do projeto.
Errada, porque a justificativa responde ao motivo da intervenção, e não aos meios necessários para executá-la.
- B)ao público-alvo que será beneficiado com o projeto.
Errada, porque o público-alvo é definido pela pergunta "Para quem?", não pela questão dos meios.
- C)aos recursos necessários para que a proposta se efetive.
Certa, porque "Com que meios?" se refere aos recursos materiais, humanos, financeiros e institucionais necessários para viabilizar o projeto.
- D)ao que deve ser executado para cumprir os objetivos.
Errada, porque o que deve ser executado diz respeito às atividades e ações do projeto, associadas ao "Como?" ou ao plano de ação.
- E)ao prazo de execução do projeto.
Errada, porque o prazo de execução se relaciona ao cronograma, e não à pergunta sobre meios de realização.
Gabarito: C
Na elaboração de um projeto de intervenção, é comum organizar o raciocínio em perguntas-guia: o que será feito, por que será feito, para quem será feito, como será feito e com quais meios. Isso ajuda a transformar uma ideia genérica em uma proposta concreta, viável e avaliada de forma mais objetiva. Em concurso, essa lógica costuma aparecer como um mapa mental do projeto, quase um checklist: finalidade, público, método, recursos e execução. A pergunta "Com que meios?" não está perguntando sobre a justificativa nem sobre o público-alvo. Ela quer saber quais condições materiais, humanas e financeiras vão permitir que a ação aconteça. Em outras palavras, trata dos recursos necessários para tirar a proposta do papel. Sem meios, o projeto até pode ser bonito no papel, mas não anda na prática. Por isso o gabarito é a letra C. "Com que meios?" remete aos recursos necessários para que a proposta se efetive, como equipe, materiais, tempo, espaço físico, orçamento e articulação institucional. Em Serviço Social, essa preocupação é muito coerente com o planejamento da intervenção, que precisa ser exequível e compatível com a realidade do território e da instituição. A lógica de formulação de projetos aparece de forma recorrente na doutrina de planejamento social e na prática profissional do assistente social: identificar problema, definir objetivos, escolher estratégias e dimensionar recursos. Então, quando a banca joga uma pergunta dessas, ela quer ver se você sabe traduzir linguagem de projeto em conteúdo técnico sem cair no papo bonito sem orçamento.