No que se refere à formulação de projetos de intervenção profissional no serviço social, assinale a opção correta.
- A)A formulação desses projetos não precisa necessariamente seguir as disposições da lei que regulamenta a profissão (Lei n.º 8.862/1993) e do Código de Ética do(a) Assistente Social.
Errada, porque a formulação do projeto deve respeitar a Lei n.º 8.662/1993 e o Código de Ética, que orientam e limitam a atuação profissional.
- B)O reconhecimento da dimensão técnico-administrativa do serviço social pressupõe a elaboração, em diferentes particularidades socioinstitucionais, de propostas comprometidas prioritariamente com as demandas institucionais.
Errada, porque o projeto não deve se orientar prioritariamente pelas demandas institucionais, mas pelo compromisso profissional com os usuários e com a crítica à realidade social.
- C)A formulação dos referidos projetos envolve um conjunto articulado de atividades investigativas, interventivas e normativas que integram o exercício profissional em suas dimensões autônomas.
Errada, porque mistura dimensões da prática, mas fala em "dimensões autônomas", quando o correto é a articulação integrada entre investigação, intervenção e normatização.
- D)O projeto, entendido como a maior unidade do processo de planejamento, expõe o conteúdo das ações a serem desenvolvidas pelo profissional e deve estar voltado para o alcance dos objetivos e das finalidades institucionais.
Errada, porque reduz o projeto ao atendimento dos objetivos institucionais, esquecendo que o Serviço Social não se subordina só à lógica da संस्था.
- E)A formulação desses projetos constitui uma organização sistemática das ações técnico-profissionais e ético-políticas em resposta às expressões da questão social com as quais o(a) assistente social se depara no exercício da profissão.
Certa, porque o projeto de intervenção organiza de modo sistemático ações técnico-profissionais e ético-políticas para responder às expressões da questão social.
Gabarito: E
Quando o assistente social formula um projeto de intervenção, ele não está só "montando um plano de ação": ele organiza, de forma intencional, o que vai fazer, por que vai fazer e com quais fundamentos técnicos e ético-políticos. Esse projeto nasce da leitura da realidade, especialmente das expressões da questão social, e precisa dialogar com o Código de Ética e com a Lei n.º 8.662/1993, que regulamenta a profissão. A ideia central é simples: não basta agir por impulso ou apenas repetir rotinas institucionais. O projeto de intervenção deve transformar a intervenção profissional em algo sistemático, crítico e orientado por finalidades profissionais, e não por improviso. Por isso, ele articula dimensões investigativas, operativas e éticas do trabalho profissional. A letra E está correta porque descreve exatamente isso: uma organização sistemática das ações técnico-profissionais e ético-políticas em resposta às expressões da questão social com as quais o assistente social se depara no exercício da profissão. É a cara do Serviço Social crítico, que não trata a intervenção como simples execução burocrática. Em resumo: projeto de intervenção no Serviço Social é planejamento com direção social, fundamento ético e compromisso com a realidade concreta. Se a alternativa falar em resposta crítica às demandas sociais, articulando técnica e ética, acende a luz verde.