Leia o requerimento. Senhor Coordenador de Curso, Maria Tereza Sobrinha, aluna regularmente matriculada no Curso no período da manhã, mais adequado para o acompanhamento das atividades acadêmicas, considerando-se a disponibilidade desse período para o estudo, reservando-se o período vespertino para estudo em casa ou para eventuais trabalhos, uma vez que esses também se mostram importantes para a carreira que se consolidará posteriormente à conclusão da graduação, solicita a Vossa Senhoria histórico escolar do 1º e 2º ano do Curso. Nestes termos, pede deferimento. A redação do documento está comprometida quanto à
- A)finalidade.
Errada, porque o texto mantém a finalidade de solicitar o histórico escolar, mesmo que esteja mal redigido.
- B)objetividade.
Certa, porque o requerimento é prolixo e traz informações desnecessárias, prejudicando a objetividade.
- C)coesão.
Errada, pois as ideias estão conectadas; o defeito principal não é a ligação entre os trechos, e sim o excesso de informações.
- D)norma-padrão.
Errada, porque não há o foco principal em erro gramatical ou desvio da norma-padrão, mas em falta de concisão.
- E)impessoalidade.
Errada, já que o texto preserva a impessoalidade típica do requerimento, embora esteja pouco objetivo.
Gabarito: B
Em redação oficial, especialmente em requerimentos, o texto deve ser direto, claro e sem excesso de informações que não ajudam no pedido. A ideia é transmitir só o necessário, com linguagem objetiva, impessoal e dentro da norma-padrão. Quanto mais o texto “enche linguiça”, mais se afasta desse ideal. Nesta questão, o problema não está na finalidade do documento, porque o requerimento continua pedindo um histórico escolar. Também não é uma falha principal de coesão, já que as ideias se conectam. O ponto central é outro: a redação ficou prolixa, com muitas justificativas e observações sobre rotina de estudos, período da tarde, trabalhos futuros e carreira, coisas que não são indispensáveis ao pedido. Por isso, o gabarito é B, objetividade. Um requerimento não precisa convencer por volume de argumentos, e sim cumprir sua função de forma limpa e econômica. Em documentos administrativos, menos enrolação e mais precisão costumam ser o caminho certo. Se você pensar como banca, a pista é esta: quando o texto oficial “explica demais” e foge do essencial, o problema costuma ser falta de objetividade, não necessariamente de gramática ou de formalidade.