De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, a utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática comum, não só no âmbito privado, mas também na administração pública. Sobre o uso do e-mail na administração pública, assinale a alternativa incorreta no que diz respeito às recomendações.
- A)Os textos das mensagens eletrônicas não podem ser redigidos com abreviações como “vc”, “pq”, usuais das conversas na internet, ou neologismos, como “naum”, “eh”, “aki”.
Correta, porque o e-mail oficial não deve usar abreviações informais nem neologismos típicos de conversa na internet.
- B)A mensagem do correio eletrônico deve ser revisada com o mesmo cuidado com que se revisam outros documentos oficiais.
Correta, pois a mensagem eletrônica também precisa passar por revisão com o mesmo cuidado dos demais documentos oficiais.
- C)Utilizar a imagem das Armas da República Federativa do Brasil e de logotipos do ente público junto ao texto da assinatura.
Errada, porque o e-mail oficial não deve trazer a imagem das Armas da República nem logotipos do ente público na assinatura.
- D)Apesar da imensa lista de fontes disponíveis nos computadores, mantêm-se a recomendação de tipo de fonte, tamanho e cor dos documentos oficiais: Calibri ou Carlito, tamanho 12, cor preta.
Correta, já que o manual mantém a recomendação de fonte padronizada, como Calibri ou Carlito, tamanho 12 e cor preta.
Gabarito: C
O e-mail, na administração pública, virou ferramenta oficial e não pode ser tratado como conversa de aplicativo. Por isso, ele exige linguagem clara, objetiva, revisão cuidadosa e respeito ao padrão dos documentos oficiais. O Manual de Redação da Presidência da República orienta que a mensagem eletrônica deve seguir critérios de formalidade e boa apresentação, inclusive com fonte padronizada como Calibri ou Carlito, tamanho 12, cor preta, quando houver edição do texto. Também rejeita gírias, abreviações informais e outras marcas de informalidade típicas da internet. A pegadinha da questão está na assinatura: no e-mail oficial, não se deve usar a imagem das Armas da República Federativa do Brasil nem logotipos do órgão junto ao texto da assinatura. A assinatura deve ser simples e funcional, com identificação do remetente e dados institucionais necessários, sem enfeitar o expediente como se fosse cartão de visita. Assim, a alternativa incorreta é a que manda colocar símbolos e logotipos na assinatura, porque isso contraria a padronização e a sobriedade exigidas na comunicação oficial eletrônica. O Manual da Presidência é bem claro ao separar o que é identidade visual institucional do que é o corpo e a assinatura da mensagem.