A alternativa redigida de acordo com os princípios da norma-padrão que regem a linguagem dos atos e comunicações oficiais é:
- A)Foi feito várias verificações o qual demonstraram problemas no sistema de estocagem.
Errada, porque há erro de concordância em "Foi feito várias verificações", já que o correto seria "foram feitas".
- B)Os problemas com os tanques tratam-se de vazamentos que eles estão ocorrendo desde janeiro.
Errada, porque "tratam-se" está inadequado nesse contexto e "que eles estão ocorrendo" gera repetição e construção pouco correta para a norma-padrão.
- C)Será preciso rever os contratos que já fazem anos que estão sem revisão para melhorar os preços.
Errada, porque "já fazem anos" é incorreto; o verbo fazer, indicando tempo decorrido, fica no singular: "faz anos".
- D)Decidiu-se contratar os serviços de empresa especializada para a realização das obras de reforma do galpão A.
Certa, porque a frase está correta, clara e adequada à norma-padrão, com estrutura impessoal apropriada para texto oficial.
- E)Observou-se desvios de material, sendo que não haviam notas fiscais comprovando a venda.
Errada, porque há erro de concordância em "Observou-se desvios" e também em "não haviam notas fiscais", já que o verbo haver, no sentido de existir, é impessoal e fica no singular.
Gabarito: D
Em redação oficial, a banca cobra aquele trio básico que não perdoa: concordância, regência e construção limpa da frase. Em documento público, a ideia precisa aparecer sem tropeços de sintaxe, porque a linguagem oficial exige clareza, precisão e correção gramatical, como orienta o Manual de Redação da Presidência da República. Nada de frase torta, sujeito mal encaixado ou pronome sobrando como enfeite. A alternativa correta é a letra D porque a oração está bem construída: "Decidiu-se contratar..." usa a voz passiva sintética de forma adequada, com verbo na 3ª pessoa do singular e verbo seguinte no infinitivo, mantendo a impessoalidade típica da redação oficial. Além disso, a frase é objetiva, direta e não traz coloquialismo nem erro de concordância. As demais alternativas pecam justamente no que a redação oficial mais observa. Há erro de concordância nominal, uso inadequado de pronome relativo, regência incorreta, construção ambígua e até desvio de concordância verbal. Em prova, basta um desses deslizes para derrubar a opção, mesmo que a frase pareça "quase certa" ao olho apressado. Então, o segredo aqui é ler com lupa: em texto oficial, a forma também comunica. Se a gramática escorrega, a autoridade do texto escorrega junto.