O Manual de Redação da Presidência da República explica que “os assuntos objetos dos expedientes oficiais não devem ser tratados de outra forma que não a estritamente impessoal.” Nesse sentido, é correto afirmar que a redação oficial
- A)prescinde de uma padronização e de uma uniformização da linguagem, desde que mantida a objetividade.
Errada, porque a redação oficial exige padronização e uniformização da linguagem, e não a dispensa.
- B)se caracteriza por conter necessariamente um tom subjetivo, uma vez que se destina aos cidadãos em geral.
Errada, porque a redação oficial deve ser impessoal e objetiva, sem tom subjetivo.
- C)pode tratar de questões de cunho particular ou pessoal, desde que haja interesse da administração pública.
Errada, porque mesmo quando trata de assuntos de interesse administrativo, a redação oficial não pode virar texto pessoal ou particular.
- D)se destina exclusivamente à comunicação cotidiana entre os órgãos públicos, que exigem informalidade.
Errada, porque a comunicação oficial não se limita à rotina entre órgãos nem se caracteriza por informalidade.
- E)constitui a comunicação pública voltada a um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal.
Certa, porque a redação oficial é comunicação pública voltada a um destinatário pensado de forma impessoal e homogênea.
Gabarito: E
A redação oficial é a forma de comunicação usada pelo poder público para se relacionar com outros órgãos, servidores e com a sociedade, mas sempre com um detalhe essencial: impessoalidade. O Manual de Redação da Presidência da República ensina que os assuntos dos expedientes oficiais não devem ser tratados de modo pessoal, emocional ou subjetivo, porque a mensagem pertence ao Estado, não ao gosto do redator. Por isso, a linguagem da redação oficial precisa ser padronizada, clara, objetiva e uniforme. A ideia é que o texto seja compreendido da mesma forma por qualquer destinatário, sem marcas de intimidade, opinião pessoal ou estilo particular. É aquela escrita que “some” atrás da função pública e deixa em evidência o conteúdo institucional. Na prática, isso significa que a comunicação oficial não fala com um destinatário individualizado como se fosse uma conversa privada. Ela se dirige a um destinatário concebido de forma abstrata, homogênea e impessoal. É exatamente essa lógica que faz a alternativa E estar correta. Então, guarde o núcleo do tema: redação oficial não é texto livre, nem desabado administrativo. Ela existe para comunicar atos, decisões e informações do Estado com impessoalidade, uniformidade e clareza, como orienta o Manual de Redação da Presidência da República.