Os documentos oficiais da Administração Pública devem observar, entre outros, os princípios da clareza, concisão, impessoalidade e objetividade na sua redação. Assinale a opção em que há uma inadequação em relação a um ou mais desses princípios.
- A)A sociedade se divide em duas classes: os que têm mais refeições que apetite e os que têm mais apetite que refeições.
Está adequada, pois apresenta uma construção clara, objetiva e impessoal, sem excesso de subjetividade.
- B)Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.
Está adequada, porque a frase é direta, concisa e compreensível, sem violar os princípios da redação oficial.
- C)São necessários três elementos para amar os vizinhos: desejar o melhor possível para todos, fazermos o bem que pudermos e aguentar as falhas dos outros.
Está inadequada, pois o uso de “fazermos” quebra a paralelismo e a impessoalidade esperados em texto oficial.
- D)Há dois tipos de pessoas: aquelas que terminam o que começam e aquelas que estão sempre começando.
Está adequada, já que a frase é simples, clara e objetiva, com estrutura lógica bem definida.
- E)Existem duas classes de escritores geniais: os que pensam obras imortais são eternos.
Está inadequada, pois a construção é confusa e compromete a clareza e a objetividade do enunciado.
Gabarito: E
Na redação oficial, a ideia é simples: escrever de modo claro, conciso, impessoal e objetivo, para que o texto seja entendido sem esforço e sem “enfeites” desnecessários. Essa orientação aparece no Manual de Redação da Presidência da República, que serve como referência clássica para a Administração Pública. Em prova, a banca costuma cobrar justamente o contrário: frases bem construídas versus frases truncadas, ambíguas ou com excesso de palavras. Aqui, o ponto central é perceber que a alternativa inadequada é a que compromete a clareza e a objetividade da mensagem. Se o texto fica mal articulado, com construção confusa, o leitor precisa “montar o quebra-cabeça” para entender a ideia, e isso já fere os princípios da redação oficial. O gabarito é a letra E porque a frase apresenta um trecho semanticamente e sintaticamente problemático: “os que pensam obras imortais são eternos” não fecha bem a ideia, gerando imprecisão e quebra de sentido. Em vez de transmitir uma mensagem direta e clara, a construção fica torta, o que é incompatível com a linguagem oficial, que pede precisão e inteligibilidade. Ou seja: no texto oficial, não basta soar bonito ou filosófico. Se a frase não comunica com nitidez, ela já tropeçou nos princípios básicos da redação pública.