Sobre o ofício, a única observação inadequada é que deve
- A)conter o órgão expedidor.
Certa, porque o ofício deve identificar o órgão expedidor para dar formalidade e vinculação institucional ao documento.
- B)mostrar o número de ordem.
Certa, porque o número de ordem integra a padronização da correspondência oficial e permite controle e referência do expediente.
- C)ter local e data da expedição.
Certa, porque o local e a data da expedição são elementos básicos de composição do ofício.
- D)ser expresso em linguagem erudita.
Errada, porque o ofício deve obedecer à norma culta e à clareza, mas não precisa de linguagem erudita ou rebuscada.
- E)obedecer à norma culta da língua.
Certa, porque a redação oficial deve respeitar a norma culta da língua, com correção e impessoalidade.
Gabarito: D
O ofício é uma comunicação oficial usada para tratar de assuntos formais entre órgãos públicos e também, em certos casos, entre o poder público e particulares. Por ser peça de correspondência oficial, ele tem estrutura padronizada: identificação do órgão expedidor, número de ordem, local e data, assunto, destinatário, texto e fecho, sempre com linguagem clara, objetiva e respeitosa. Aqui mora a pegadinha: a redação oficial exige linguagem culta e impessoal, mas não linguagem rebuscada ou erudita. O Manual de Redação da Presidência da República é o grande norte desse tema e insiste em clareza, concisão, formalidade e uniformidade, sem excesso de pompa. Em texto oficial, menos pose e mais precisão. Por isso, a alternativa inadequada é a que fala em linguagem erudita. Isso extrapola o padrão da redação oficial, porque o objetivo não é impressionar o destinatário, e sim comunicar com eficiência, correção e sobriedade. Linguagem difícil não é sinônimo de linguagem correta. Então, ao revisar ofício, memorize a ideia central: deve seguir a norma culta, ter identificação formal do órgão, número e data, mas nunca depender de vocabulário rebuscado. Se a banca trocar 'culta' por 'erudita', acenda o alerta imediatamente.