Analise as assertivas a seguir: I. A uniformidade do tempo verbal no emprego das sentenças, ao longo de todo o texto, se relaciona com o atributo da clareza. II. A ausência de regionalismos e neologismos na comunicação se relaciona com o atributo da coesão. III. A utilização de frases curtas e bem estruturadas se relaciona com o atributo da impessoalidade. Segundo o MRPR, está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Certa, porque a uniformidade verbal contribui para a clareza do texto oficial, conforme o MRPR.
- B)II, apenas.
Errada, porque ausência de regionalismos e neologismos se relaciona com formalidade e linguagem padrão, não com coesão.
- C)I e II, apenas.
Errada, porque a assertiva II já está incorreta e a III também não se relaciona com impessoalidade.
- D)II e III, apenas.
Errada, porque a II não trata de coesão e a III trata de clareza/concisão, não de impessoalidade.
- E)I, II e III.
Errada, porque as assertivas II e III estão incorretas.
Gabarito: A
No MRPR, a redação oficial precisa seguir atributos bem conhecidos: clareza, concisão, objetividade, formalidade e impessoalidade. A ideia é simples: o texto deve ser entendido sem esforço, sem rodeios e sem marcas pessoais desnecessárias. Se a mensagem parece um labirinto, já começou errado. A assertiva I está correta. O Manual liga a uniformidade na construção do texto, inclusive no uso consistente dos tempos verbais, à clareza, porque isso evita confusão e dá unidade à leitura. Em correspondência oficial, o leitor não pode ficar se perguntando se a ação ocorreu, ocorrerá ou ainda está ocorrendo. A assertiva II está errada. A ausência de regionalismos e neologismos não se relaciona com coesão, e sim com formalidade, linguagem padrão e impessoalidade. Coesão é o encadeamento lógico entre as partes do texto, feito por conectivos, pronomes, retomadas e outros mecanismos de ligação. A assertiva III também está errada. Frases curtas e bem estruturadas ajudam sobretudo na clareza e na concisão, não na impessoalidade. Impessoalidade significa afastar marcas subjetivas do emissor, evitando opinião pessoal, intimidade e excesso de individualização, e não simplesmente encurtar frases.