A comunicação escrita de órgãos federais, estaduais e municipais sofreu diversas modificações com a publicação do Manual de Redação, elaborado pela Casa Civil da Presidência da República, em 2018. A principal mudança diz respeito à
- A)especificação para formatação dos avisos, objetivando a padronização das comunicações oficiais.
Errada, porque o foco da mudança não foi uma simples especificação para avisos, mas uma reorganização mais ampla da correspondência oficial.
- B)diferenciação entre memorando interno e ofício externo, quando se trata de comunicações entre departamentos.
Errada, porque a distinção entre memorando interno e ofício externo não foi a principal inovação do manual de 2018.
- C)adoção de nomenclatura e formatação únicas para despachos, avisos, ofícios e atas.
Errada, porque o manual não tratou de uma nomenclatura e formatação únicas para despachos e atas, mas da padronização de expedientes oficiais específicos.
- D)extinção do formato de memorando e à implantação do chamado padrão ofício como documento oficial único.
Certa, porque o manual consolidou a comunicação oficial em um padrão único, extinguindo o memorando como formato autônomo.
- E)utilização do ofício apenas para comunicação externa entre órgãos da Administração Pública.
Errada, porque o ofício não ficou restrito à comunicação externa nessa lógica simplificada apresentada pela alternativa.
Gabarito: D
O ponto central do Manual de Redação da Presidência da República, na versão de 2018, foi simplificar a comunicação oficial. A ideia foi acabar com a confusão entre formatos e unificar a redação dos principais expedientes em um modelo padronizado, chamado de padrão ofício. Na prática, isso busca dar mais clareza, uniformidade e economia de tempo para os órgãos públicos. Antes, havia distinções mais marcadas entre memorando, ofício e aviso. Com a atualização do manual, o memorando perdeu espaço e foi absorvido pela lógica do padrão único, usado para comunicações oficiais em geral. Por isso, quando a questão fala em "principal mudança", ela aponta para a extinção do formato de memorando e a implantação do padrão ofício como documento oficial único. Isso faz sentido dentro da lógica administrativa: menos modelos, menos erro e menos improviso. É a clássica tentativa de fazer a máquina pública falar a mesma língua, sem cada setor inventar seu próprio jeito de redigir. Em concurso, sempre desconfie quando a banca mencionar "principal mudança" em normas de correspondência oficial, porque normalmente o alvo é justamente a padronização.