Em determinados contextos se faz necessário o emprego de redações oficias, a fim de tornar a comunicação um ato mais eficiente e unificado. Considerando esse modelo de comunicação a ser redigida, assinale a afirmativa correta.
- A)O emprego de uma redação robusta é essencial, utilizando palavras que possam conferir duplo sentido ao texto, tornando-o rico em diversidade e qualidade para instigar o conhecimento pragmático do leitor.
Errada, porque redação oficial não deve explorar duplo sentido nem linguagem “robusta” para confundir ou gerar ambiguidade.
- B)É de suma importância o emprego de atributos que tornam a comunicação mais fluida, com a funcionalidade de torná-la clara para que o leitor consiga compreendê-la imediatamente de forma concisa e coesa.
Certa, porque a comunicação oficial deve ser clara, concisa, coesa e facilmente compreensível pelo destinatário.
- C)O texto oficial deve ser redigido de modo a atender aos interesses coletivos. Para isso, é fundamental que haja impressões individuais, ou seja, o escritor da redação deve deixar em seu texto tom de caráter íntimo.
Errada, porque a redação oficial exige impessoalidade e afastamento de marcas subjetivas ou de tom íntimo.
- D)Ao redigir documentos oficiais é importante que o escritor do texto insira informações diversificadas, longas e com contexto indefinidos; não é imprescindível buscar pela objetividade nesse tipo de redação, pois, quanto mais assunto, maior será a clareza.
Errada, porque textos oficiais devem ser objetivos e claros, não longos, indefinidos e sem foco na precisão.
Gabarito: B
Na redação oficial, a ideia principal é simples: comunicar bem, sem enfeite desnecessário e sem deixar o texto virar um labirinto. Por isso, os princípios mais cobrados são a impessoalidade, a clareza, a objetividade, a concisão e a formalidade. Em geral, documentos como ofício, memorando e parecer precisam ser padronizados para facilitar a compreensão e evitar ambiguidades. O ponto central da questão é justamente esse: o texto oficial deve ser claro e facilmente compreensível. Não basta soar bonito ou parecer “erudito”; ele precisa cumprir sua função de comunicar de forma direta, com linguagem adequada ao contexto institucional. Essa lógica aparece no Manual de Redação da Presidência da República, muito usado como referência em provas, que reforça a clareza, a concisão e a impessoalidade como qualidades essenciais. A alternativa B está correta porque descreve exatamente esse ideal: comunicação fluida, clara, concisa e coesa, permitindo que o leitor compreenda a mensagem imediatamente. Em redação oficial, menos enrolação e mais precisão costuma ser a regra de ouro. Se o texto deixa dúvida, ele já começou errado. As demais alternativas fogem desse padrão. Há opções que valorizam ambiguidade, tom pessoal, excesso de informações e falta de objetividade, o que contraria a natureza da comunicação oficial. Em concurso, quando o assunto é correspondência oficial, pense sempre: texto claro, impessoal, direto e padronizado.