Nas redações oficiais há uma determinada forma para se referenciar para cada expediente, visando pela hierarquia e cordialidade. Tendo em vista o emprego dos pronomes de tratamento, é correto afirmar que:
- A)Ao Presidente da República deve-se utilizar o vocativo “Senhor”.
Errada, porque ao Presidente da República não se usa apenas "Senhor"; a forma protocolar é mais solene e exige tratamento compatível com a chefia de Estado.
- B)Aos contribuintes deve-se utilizar o vocativo “Vossa Magnificência”.
Errada, porque "Vossa Magnificência" é tratamento ligado tradicionalmente a reitores e autoridades acadêmicas, não a contribuintes.
- C)Ao Ministro do Estado deve-se utilizar o vocativo “Vossa Senhoria”.
Errada, porque ministro de Estado não recebe "Vossa Senhoria"; a forma adequada é mais elevada, própria de alta autoridade.
- D)Ao Presidente do Supremo Tribunal Federal deve-se utilizar o vocativo “Excelentíssimo Senhor”.
Certa, porque o Presidente do STF é autoridade máxima do Judiciário e o vocativo formal correspondente é "Excelentíssimo Senhor".
Gabarito: D
Em redação oficial, o pronome de tratamento e o vocativo não são escolhidos no improviso: eles seguem a hierarquia do cargo e a formalidade do expediente. Em geral, autoridades recebem tratamentos como "Vossa Excelência" ou, em situações específicas e mais solenes, "Excelentíssimo Senhor" no vocativo. Já para pessoas sem cargo de autoridade, usa-se tratamento mais simples, sem exagero cerimonioso. A lógica é esta: quanto maior a autoridade, maior o nível de formalidade. Por isso, ministros, presidentes de tribunais superiores e outras altas autoridades exigem fórmulas mais solenes. A referência clássica da redação oficial brasileira, consolidada no Manual de Redação da Presidência da República, orienta esse padrão de tratamento. No caso do Presidente do Supremo Tribunal Federal, o vocativo adequado é "Excelentíssimo Senhor". Isso porque se trata da mais alta autoridade do Poder Judiciário, exigindo a forma cerimoniosa correspondente ao cargo. Na prática, a redação costuma vir como "Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal". As demais alternativas tropeçam justamente nessa escala de formalidade: uma suaviza demais, outra exagera sem sentido, e outra troca o tratamento devido por outro inadequado. Em prova, esse assunto é uma isca clássica para confundir cargo, pronome de tratamento e vocativo.