A redação oficial deve se caracterizar por: clareza e precisão; objetividade; concisão; coesão e coerência; impessoalidade; formalidade e padronização; e uso da norma padrão da língua portuguesa. (Manual de Redação da Presidência da República. 3. ed., Brasília: Imprensa Nacional, 2018.) Considerando as características da redação oficial, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Padronização: é necessária para manter a uniformidade nos documentos oficiais, incluindo regras para estrutura, formato e linguagem.
Certa: a padronização realmente busca uniformidade na estrutura, no formato e na linguagem dos documentos oficiais.
- B)Concisão: exige que sejam transmitidas o máximo de informações com o mínimo de palavras, sendo dispensáveis detalhes irrelevantes e prolixidade.
Certa: concisão é transmitir o máximo de informação com o mínimo necessário de palavras, sem prolixidade nem detalhes inúteis.
- C)Impessoalidade: deve ser garantida, evitando o uso de pronomes de tratamento personalizados como “senhor” ou “vossa excelência” em textos administrativos.
Errada: impessoalidade não proíbe pronomes de tratamento usuais na Administração Pública; eles podem e devem ser usados conforme o destinatário.
- D)Formalidade: se refere às regras de forma do texto oficial e aquela no emprego de pronomes de tratamento e que diz respeito à civilidade no enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.
Certa: formalidade envolve correção na forma do texto, uso adequado de pronomes de tratamento e civilidade no tratamento do assunto.
Gabarito: C
A redação oficial, segundo o Manual de Redação da Presidência da República, busca transmitir a mensagem com clareza, precisão, objetividade, concisão, coesão, coerência, impessoalidade, formalidade, padronização e norma-padrão. Em prova, a banca costuma trocar um conceito pelo outro para ver se você confunde o nome da característica com a sua aplicação prática. A ideia de impessoalidade é que o texto não traga marcas pessoais de quem escreve nem favoreça opiniões individuais. Por isso, o redator deve escrever de forma institucional, em nome do órgão, e não com “voz particular”. Isso não significa eliminar pronomes de tratamento usuais da administração pública, como “senhor”, “senhora”, “Vossa Excelência” e semelhantes, quando cabíveis. O gabarito é a letra C porque ela erra justamente nesse ponto: afirmar que a impessoalidade exige evitar o uso de pronomes de tratamento como “senhor” ou “vossa excelência” está incorreto. Esses vocativos e tratamentos são compatíveis com a formalidade e com a própria prática da redação oficial, desde que usados adequadamente ao destinatário. Já as demais alternativas descrevem, em linhas gerais, características corretas do texto oficial. A banca CONSULPLAN gosta bastante dessa inversão sutil: pega um conceito verdadeiro e acrescenta uma restrição exagerada ou trocada para te fazer escorregar.