A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários: alguém que comunique; algo a ser comunicado; e, alguém que receba essa comunicação. (BRASIL, 2018.) Considerando a redação oficial, quem se comunica, o que se comunica e quem recebe essa comunicação são, respectivamente:
- A)Servidores; assunto relativo às questões salariais; e, órgão ou entidade pública da qual seja colaborador.
Errada, porque reduz quem comunica a servidores e restringe o assunto a questões salariais, o que não corresponde à noção de redação oficial.
- B)Instituição privada ou pública; assunto relativo a normatizações; e, funcionários/servidores, instituição pública ou privada.
Errada, porque trata como comunicante uma instituição em geral e ainda limita o conteúdo a normatizações, o que não traduz a definição oficial.
- C)Público em geral; assunto relativo às demandas da sociedade; e, instituição ou órgão público do Poder Executivo ou Legislativo.
Errada, porque desloca o emissor para o público em geral e ainda troca o destinatário por um recorte incompatível com a comunicação oficial.
- D)Serviço público; assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; e, o público, uma instituição privada ou outro órgão ou entidade pública do Poder Executivo ou dos outros Poderes.
Certa, porque em redação oficial o comunicante é o serviço público, o assunto versa sobre as atribuições do órgão e o destinatário pode ser o público, entidade privada ou outro órgão público.
Gabarito: D
Na redação oficial, a lógica da comunicação é bem objetiva: quem escreve não é uma pessoa falando por conta própria, mas o próprio serviço público, por meio do órgão que emite o documento. O conteúdo da mensagem também não é qualquer assunto aleatório: ele deve tratar das atribuições e das competências do órgão que está comunicando. E quem recebe essa mensagem pode ser um cidadão, uma instituição privada ou outro órgão/entidade pública, inclusive de outros Poderes. Isso vem da padronização da linguagem oficial prevista no Manual de Redação da Presidência da República, que busca impessoalidade, clareza e uniformidade. Perceba o detalhe importante: em redação oficial, a comunicação não é centrada em "servidores" como indivíduos, nem em preferências pessoais de quem redige. O foco é institucional. Por isso, a pergunta quer saber quem se comunica, o que se comunica e quem recebe a comunicação sob a ótica do documento oficial, e não da conversa cotidiana. O gabarito é a letra D porque ela traduz exatamente essa estrutura: o serviço público é quem comunica, o assunto se liga às atribuições do órgão que expede o texto, e o destinatário pode ser o público, uma instituição privada ou outro órgão ou entidade pública. É a cara da impessoalidade da redação oficial: a mensagem pertence ao órgão, não à pessoa. Se você lembrar de uma frase simples, ajuda bastante: na redação oficial, o órgão fala sobre suas competências para quem precisa receber a informação. Parece básico, mas é justamente aí que a banca costuma trocar os papéis para ver se você cai na armadilha.