Ao redigir uma redação administrativa, o agente de secretaria deve colocar em prática seus conhecimentos relativos à produção e estruturação de textos formais. Um desses aspectos para os quais o profissional deve se atentar, enquanto remetente de um texto a ser enviado posteriormente, consiste na forma de tratamento para com o seu destinatário, pois deve ter ciência dos pronomes de tratamento adequados em cada contexto. Quando se elabora um documento destinado a um reitor de uma universidade, por exemplo, o pronome de tratamento adequado e sua respectiva abreviatura, respectivamente, são:
- A)Vossa Eminência, V.Em.ª.
Errada, porque Vossa Eminência é tratamento usado para cardeais, não para reitores.
- B)Vossa Magnificência, V.Mag.ª.
Certa, porque reitor de universidade recebe o tratamento Vossa Magnificência, com abreviatura V. Mag.ª.
- C)Vossa Reverendíssima, V.Rev.ᵐᵃ.
Errada, porque Vossa Reverendíssima é forma usada para religiosos, especialmente membros do clero, e não para reitor.
- D)Vossa Onipotência, sem abreviatura.
Errada, porque Vossa Onipotência não é pronome de tratamento previsto na correspondência oficial.
Gabarito: B
Em correspondência oficial, a escolha do pronome de tratamento depende do cargo de quem vai receber a mensagem. Não basta soar “formal”: é preciso usar a forma consagrada para cada autoridade, porque isso faz parte da padronização da redação administrativa. Parece detalhe, mas em prova ele vira armadilha clássica. No caso de um reitor de universidade, a forma correta é Vossa Magnificência, abreviada como V. Mag.ª. Essa é a tradição usada para reitores, especialmente no tratamento cerimonioso e institucional. A banca cobra justamente essa associação cargo x pronome, então vale decorar esse vínculo. As demais opções tentam confundir com tratamentos de outras autoridades: Eminência é para cardeais, Reverendíssima é para religiosos, e “Onipotência” nem é pronome de tratamento da correspondência oficial. Em resumo: reitor pede Magnificência, não é exagero de elogio, é norma de protocolo. Como referência de uso formal, a padronização da comunicação oficial brasileira segue os manuais de redação oficial da Administração Pública, como o Manual de Redação da Presidência da República, que organiza os tratamentos de acordo com a autoridade destinatária.