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Redação · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Redação

Para padronizar o uso de siglas e acrônimos à redação oficial dos atos normativos, foram adotados os conceitos do Manual de Elaboração de Textos da Consultoria Legislativa do Senado, ao dispor que: “[...] a) o uso de siglas e acrônimos deve ser parcimonioso e restringir-se àquelas já existentes e consagradas; b) as siglas e os acrônimos devem ser escritos no mesmo corpo do texto, sem o uso de pontos intermediários ou finais.” (BRASIL, 1999) É um exemplo de acrônico:

Gabarito: C

Na redação oficial, siglas e acrônimos devem ser usados com parcimônia, só quando já forem consagrados e realmente ajudarem na clareza do texto. A regra citada pelo Manual de Elaboração de Textos da Consultoria Legislativa do Senado também orienta que eles apareçam no mesmo corpo do texto, sem pontos intermediários ou finais. Em termos simples: se você lê letra por letra, tende a ser sigla; se você consegue ler como uma palavra, tende a ser acrônimo. É exatamente aí que mora o segredo da questão. "Anvisa" é pronunciado como uma palavra só, então é acrônimo. Já "CEF", "TCU" e "BNDES" são lidos como sequência de letras, o que caracteriza siglas. A banca quer ver se você não caiu na armadilha de achar que toda abreviação com letras maiúsculas é a mesma coisa. Portanto, o gabarito é a alternativa C. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária virou "Anvisa" porque a forma é falada como um vocábulo único, e isso é o traço clássico do acrônimo. Se quiser uma dica prática para prova: pense no som. Se sai como palavra, acrônimo; se sai letra por letra, sigla. Simples, direto e muito útil em redação oficial.

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