Considerando as correspondências oficiais, seu caráter público e sua finalidade, os atos normativos e os expedientes oficiais requerem o uso do padrão culto do idioma. Com base nessas informações, analise as afirmativas a seguir. I. Os textos oficiais devem seguir a normatização prescrita pelos dicionários e pelas gramáticas tradicionais. II. A linguagem utilizada nos gêneros oficiais deve ser rebuscada, repleta de termos formais, técnicos, com vocabulário amplo e refinado. III. O padrão de linguagem utilizado nas correspondências oficiais deve se pautar na linguagem do cânone literário, com uso de figuras, ambiguidades e polissemia. IV. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade de quem a elabora, por isso, é natural não caber qualquer tom particular ou pessoal. Está correto o que se afirma apenas em
- A)I e II.
A alternativa diz que estão corretas as afirmativas I e II. A I está alinhada à redação oficial, porque os textos administrativos devem respeitar a norma-padrão, com apoio nas gramáticas e nos dicionários tradicionais. Já a II erra ao exigir linguagem rebuscada e refinada: a redação oficial valoriza clareza, concisão, impessoalidade e formalidade, não ornamentação vocabular.
- B)I e IV.
A alternativa aponta as afirmativas I e IV. A I procede porque os textos oficiais devem obedecer ao padrão culto da língua, isto é, à norma-padrão consagrada nas gramáticas e nos dicionários. A IV também está correta, pois a redação oficial deve ser impessoal, sem marcas da individualidade de quem a redige, em conformidade com o Manual de Redação da Presidência da República.
- C)II e III.
A alternativa reúne as afirmativas II e III, ambas incompatíveis com a comunicação oficial. A II defende uma linguagem rebuscada e cheia de termos refinados, mas o padrão oficial exige objetividade e simplicidade; a III ainda aproxima a correspondência oficial da linguagem literária, com figuras, ambiguidades e polissemia, quando justamente se busca evitar ambiguidades e efeitos estilísticos.
- D)I, II e III.
A alternativa afirma que estão corretas I, II e III. A I realmente corresponde à norma culta, porém a II e a III contrariam frontalmente a redação oficial, que não deve ser rebuscada nem literária, mas clara, precisa e impessoal. Em correspondências oficiais, a preocupação central é transmitir a mensagem sem ambiguidades e sem ornamentação verbal.
- E)I, II e IV.
A alternativa reúne I, II e IV. A I e a IV estão corretas, porque a redação oficial se submete à norma-padrão e deve ser impessoal, sem traços de subjetividade do redator. O problema está na II, que exige vocabulário refinado e linguagem rebuscada, quando o padrão oficial privilegia simplicidade, clareza e concisão.
Gabarito: B
A redação oficial não existe para brilhar mais do que o conteúdo. Ela precisa ser clara, objetiva, impessoal e padronizada, usando a norma culta da língua, mas sem exageros nem enfeites. Por isso, o Manual de Redação da Presidência da República é sempre uma boa referência: linguagem simples, precisão, formalidade adequada e impessoalidade. Na questão, a afirmativa I está correta porque os textos oficiais devem observar a norma padrão do idioma, compatível com gramáticas e dicionários. Já a IV também está correta: a redação oficial deve ser impessoal, sem marcas da individualidade de quem escreve, justamente para representar o órgão ou a administração, e não o estilo pessoal do redator. As afirmativas II e III estão erradas porque confundem linguagem oficial com linguagem rebuscada ou literária. Texto oficial não pede vocabulário pomposo, nem figuras de linguagem, ambiguidades ou polissemia. Pelo contrário, quanto mais direto e claro, melhor. Então, o gabarito B está certo porque apenas I e IV refletem os princípios básicos da redação oficial: norma culta, impessoalidade, clareza e objetividade.