Sobre a comunicação interna e externa, no âmbito da Administração Pública Federal, NÃO aponta uma diretriz da redação oficial:
- A)Clareza e concisão, primando pelo texto compreensível e objetivo.
Correta, porque clareza e concisão são princípios básicos da redação oficial, com texto objetivo e facilmente compreensível.
- B)Pessoalidade, permitindo maior proximidade com o cidadão comum.
Errada, porque a redação oficial exige impessoalidade, e não pessoalidade ou proximidade subjetiva com o destinatário.
- C)Uso da norma padrão da língua portuguesa, consultando-se o dicionário quando necessário.
Correta, pois a norma padrão da língua portuguesa é exigida na comunicação oficial, inclusive com consulta a dicionário quando necessário.
- D)Formalidade e padronização, tanto nas comunicações feitas em meio físico quanto eletrônico.
Correta, já que formalidade e padronização são diretrizes da redação oficial em comunicações físicas e eletrônicas.
Gabarito: B
A redação oficial, na Administração Pública Federal, busca comunicação impessoal, clara, objetiva, formal e padronizada. A ideia é simples: a mensagem deve ser entendida sem esforço, sem “enfeite” desnecessário e sem tratamento pessoal que pareça conversa particular. Por isso, documentos oficiais seguem regras de impessoalidade, uso da norma-padrão e uniformidade de forma, tanto no papel quanto no meio eletrônico. Na prática, isso aparece no Manual de Redação da Presidência da República, que orienta a escrita administrativa com foco no interesse público. O texto oficial não deve aproximar o emissor do destinatário de modo pessoal, porque a comunicação é institucional, e não privada. O servidor fala em nome do órgão, não em nome próprio. É exatamente por isso que a alternativa B está errada: “pessoalidade” não é diretriz da redação oficial. O padrão correto é a impessoalidade, justamente para evitar subjetividade, favorecimento de tom íntimo e marcas de tratamento muito próximas do cidadão comum. A redação oficial pode ser acessível, mas sem perder a formalidade institucional. As demais alternativas estão alinhadas ao Manual: clareza e concisão, uso da norma-padrão e formalidade com padronização são pilares clássicos da comunicação oficial. Em prova, quando aparecer uma palavra com cheiro de conversa informal ou de excesso de proximidade pessoal, desconfie: na redação oficial, simpatia é boa, mas “pessoalidade” não é regra.