Sobre a redação de correspondências oficiais, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD).
Certa: o uso de DD (digníssimo) foi abolido nas comunicações oficiais por ser redundante e inadequado ao padrão moderno.
- B)“Doutor” não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente.
Certa: “doutor” é título acadêmico, não forma de tratamento, e não deve ser usado indiscriminadamente em textos oficiais.
- C)Para as autoridades que recebem o tratamento de “Vossa Senhoria” e para particulares é suficiente o uso do pronome de tratamento “Senhor”.
Certa: para autoridades tratadas por Vossa Senhoria e para particulares, a forma simples “Senhor” é suficiente, conforme o padrão oficial.
- D)O vocativo (expressão de chamamento) a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) é “Senhor”, seguido do respectivo cargo.
Errada: para Chefes de Poder, o vocativo exige fórmula mais solene e específica, não apenas “Senhor” seguido do cargo.
Gabarito: D
Em redação oficial, o que manda é padronização e impessoalidade. O Manual de Redação da Presidência da República orienta que se evitem expressões pomposas e redundantes, como o antigo DD (digníssimo), que hoje está abolido nas comunicações oficiais. Também esclarece que “doutor” não é forma de tratamento, mas título acadêmico, então não deve ser usado como se fosse tratamento universal para qualquer autoridade ou servidor. Outro ponto importante: para autoridades tratadas por “Vossa Senhoria” e para particulares, o vocativo e a forma de tratamento são simplificados. Em geral, você usa “Senhor” e segue a indicação do cargo, quando cabível, sem exagero formal. A ideia é deixar a comunicação limpa, direta e respeitosa, sem enfeitar demais o texto. A alternativa D é a incorreta porque erra justamente no vocativo destinado aos Chefes de Poder. Para essas autoridades, a forma não é simplesmente “Senhor” seguido do cargo, como se fosse uma comunicação comum. O padrão oficial prevê tratamento mais solene para esses destinatários, com a fórmula adequada ao cargo de alta autoridade, conforme o Manual de Redação Oficial da Presidência da República. Em prova, a banca gosta de misturar o que vale para autoridades em geral com o que vale para as autoridades mais altas. Então, se aparecer uma expressão muito “enxuta” demais para Chefe de Poder, desconfie: a redação oficial adora formalidade, mas com regra certa, não com improviso.