De acordo com o Manual de Redação Oficial do Governo do Estado de Santa Catarina, assinale a alternativa que apresenta informação correta em relação ao emprego de determinadas expressões na Redação Oficial.
- A)O termo “outrossim” é considerado um chavão, porque não reflete a imagem de modernidade requerida pelas comunicações oficiais.
Certa: o termo "outrossim" é tratado como chavão e não combina com a linguagem moderna, clara e objetiva exigida na redação oficial.
- B)Os fechos das correspondências oficiais “Respeitosamente” e “Atenciosamente” foram substituídos por “Sem mais para o momento, subscrevo-me...”.
Errada: os fechos tradicionais "Respeitosamente" e "Atenciosamente" continuam sendo os empregados nas comunicações oficiais, não foram substituídos por essa fórmula.
- C)O emprego de termos como “debalde” e “destarte” refletem o domínio do padrão culto, sendo assim demonstração de conhecimento vocabular variado.
Errada: palavras rebuscadas como "debalde" e "destarte" não indicam bom estilo na redação oficial, porque podem prejudicar a clareza e a objetividade.
- D)A expressão “vimos através desta” demonstra aplicação de clareza e objetividade ao texto pertencente ao gênero textual relacionado à Redação Oficial.
Errada: "vimos através desta" é uma construção prolixa e pouco recomendada, pois não favorece a objetividade nem a clareza.
- E)Expressões como “Tenho a honra de, Tenho o prazer de” para iniciar o texto das correspondências oficiais demonstram apreço pelo destinatário contribuindo para o fortalecimento do vínculo da comunicação.
Errada: expressões como "Tenho a honra de" e "Tenho o prazer de" são fórmulas vazias e excessivamente cerimoniosas, sem valor prático na redação oficial.
Gabarito: A
Na redação oficial, a regra de ouro é simples: clareza, concisão, impessoalidade e formalidade, sem enfeites desnecessários. O Manual de Redação Oficial do Governo de Santa Catarina segue essa linha e combate expressões gastas, rebuscadas ou que só servem para deixar o texto mais inchado. O objetivo não é parecer erudito, e sim comunicar bem. Nesse contexto, "outrossim" é visto como um chavão, isto é, uma expressão muito usada, pouco natural e sem ganho real de sentido. Em textos oficiais, esse tipo de palavra pode até soar solene, mas costuma atrapalhar a modernidade e a objetividade esperadas na comunicação administrativa. Por isso, o gabarito é a alternativa A: ela traduz corretamente a orientação do Manual ao tratar "outrossim" como expressão dispensável, típica de redação burocrática antiga. Em vez de impressionar, esse tipo de termo acaba virando enfeite verbal. As demais alternativas contradizem regras bem conhecidas da redação oficial, como a manutenção dos fechos tradicionais, a rejeição de fórmulas vazias e a preferência por construções diretas. Em prova, desconfie de frases que tentam vender "solemnidade" como se fosse qualidade textual.