Considere falsidade a seguinte afirmação: “Se Marta é psicóloga e feliz, então Carlos é médico ou advogado.” Com base nas informações apresentadas, é verdade que
- A)Carlos não é advogado e Marta não é psicóloga.
Errada, porque a falsidade da condicional não permite concluir que Marta não é psicóloga; na verdade, ela é psicóloga.
- B)Marta não é feliz e Carlos não é advogado.
Errada, porque a frase original não autoriza dizer que Marta não é feliz, já que o antecedente falso exigiria o contrário.
- C)Carlos não é médico e Marta é psicóloga.
Certa, pois da falsidade da condicional segue que Carlos não é médico e que Marta é psicóloga.
- D)Marta não é psicóloga e Carlos não é médico.
Errada, porque Marta não é psicóloga contradiz o antecedente verdadeiro extraído da condicional falsa.
- E)Marta é feliz e Carlos é advogado.
Errada, porque não se conclui que Marta é feliz e, além disso, Carlos não precisa ser advogado, pois o correto é que ele não seja médico e não seja advogado.
Gabarito: C
Aqui a ideia central é a negação de uma condicional. A frase original diz: “Se Marta é psicóloga e feliz, então Carlos é médico ou advogado.” Quando uma proposição do tipo “Se P, então Q” é falsa, acontece uma situação bem específica: o antecedente P é verdadeiro e o consequente Q é falso. Isso é a regra clássica da tabela-verdade da implicação, muito cobrada pela VUNESP. Então vamos traduzir. O antecedente é “Marta é psicóloga e feliz”, logo Marta é psicóloga e Marta é feliz. O consequente é “Carlos é médico ou advogado”, e para esse “ou” ser falso, as duas partes precisam ser falsas ao mesmo tempo: Carlos não é médico e Carlos não é advogado. Juntando tudo, sabemos que Marta é psicóloga, Marta é feliz, Carlos não é médico e Carlos não é advogado. A alternativa que bate com essa conclusão é a C, porque afirma exatamente que Carlos não é médico e Marta é psicóloga. Ela está correta porque esses dois pedaços são garantidos pela falsidade da condicional. Resumo de prova: condicional falsa = antecedente verdadeiro + consequente falso. E consequente com “ou” falso vira os dois falsos. Essa é a receita que salva muita questão de lógica.