Analise a sentença abaixo: “Todo italiano não é brasileiro.” Essa sentença é do tipo:
- A)proposição particular afirmativa.
Errada, porque não se trata de proposição particular afirmativa: a frase fala de todos os italianos, e ainda há negação.
- B)negação universal negativa.
Errada, porque a sentença não é uma negação independente da universalidade; ela expressa uma proposição universal negativa.
- C)negação particular negativa
Errada, porque não é particular negativa: o termo "todo" elimina a ideia de particularidade.
- D)proposição universal negativa.
Certa, porque "Todo italiano não é brasileiro" corresponde à forma universal negativa, equivalente a "Nenhum italiano é brasileiro".
- E)negação universal afirmativa
Errada, porque a frase não é uma negação universal afirmativa; a estrutura lógica indicada é de universal negativa.
Gabarito: D
Aqui a banca quer ver se voce reconhece a forma lógica da frase, sem cair na armadilha do texto em português. Em lógica clássica, sentenças do tipo "Todo A não é B" costumam ser entendidas como uma afirmativa sobre todos os elementos do grupo A, dizendo que nenhum deles pertence ao grupo B. Em linguagem de silogismos categóricos, isso corresponde à forma universal negativa, a famosa proposição do tipo E: "Nenhum italiano é brasileiro". Repare no truque: a palavra "todo" faz a frase parecer universal, e o "não é" dá o tom de negação. Juntando os dois, temos uma afirmação sobre a totalidade de um conjunto, negando a pertença ao outro conjunto. É por isso que o gabarito é a letra D. Em questões assim, vale lembrar a classificação tradicional das proposições categóricas: A = universal afirmativa, E = universal negativa, I = particular afirmativa e O = particular negativa. Essa é a base doutrinária usada em lógica de argumentação e silogismos, mesmo quando a banca escreve a frase de forma menos elegante. Aqui, a leitura correta é universal negativa, e não uma "negação" isolada como se fosse outro tipo de categoria.