Considere a afirmação: “todos os contadores aprovados no exame de certificação do Conselho Regional de Contabilidade são proficientes”. Considerando que essa frase é falsa, então é verdade que:
- A)A maioria dos contadores aprovados no exame de certificação não são proficientes.
Errada, porque a falsidade de uma universal não exige maioria, mas apenas a existência de um único contraexemplo.
- B)Há contador proficiente que não foi aprovado no exame de certificação.
Errada, porque a frase fala de um proficiente que não foi aprovado, e a negação da original não permite concluir isso.
- C)Há contador aprovado no exame de certificação que não é proficiente.
Certa, porque basta existir um contador aprovado no exame que não seja proficiente para tornar falsa a afirmação universal.
- D)Os contadores não aprovados no exame de certificação são proficientes.
Errada, porque ela afirma algo sobre os não aprovados, que não é o que a negação da frase original determina.
- E)Os contadores proficientes não foram aprovados no exame de certificação.
Errada, porque inverte a relação e fala dos proficientes como um todo, sem corresponder à negação lógica da proposição dada.
Gabarito: C
Aqui a ideia central é bem simples: uma frase do tipo "todos os X são Y" é universal. Em lógica, quando uma afirmação universal é falsa, isso significa que existe pelo menos um contraexemplo, ou seja, algum elemento de X que não pertence a Y. É o famoso "basta um para derrubar o todo". Aplicando ao enunciado, a frase diz que todos os contadores aprovados no exame de certificação são proficientes. Se isso é falso, então existe ao menos um contador aprovado no exame de certificação que não é proficiente. Perceba que a negação de "todos" não é "a maioria não" nem "nenhum". A negação correta é "existe pelo menos um que não". Em linguagem de lógica proposicional e quantificadores, fica assim: a negação de "para todo x, se x é aprovado, então x é proficiente" é "existe x tal que x é aprovado e não é proficiente". Essa é a estrutura cobrada pela banca quando troca a forma da frase para tentar confundir você. Por isso, o gabarito é a alternativa C: ela expressa exatamente o contraexemplo necessário para tornar falsa a afirmação universal. Se a universal caiu, algum caso específico escapou da regra.