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Raciocínio Lógico · FGV · 2025

Questão comentada de Raciocínio Lógico

Heródoto conta o episódio da resposta do oráculo de Delfos a uma consulta de Creso, rei da Lídia, antes de cruzar a fronteira para enfrentar o grande exército persa: “Se você for para o Oeste e cruzar o rio Hallis, um poderoso império será destruído”. Efectivamente, contra sua confiante interpretação, o império destruído foi o do próprio Creso. O texto da previsão do oráculo mostra uma falácia informal ou extra lógica, que é:

Gabarito: B

A questão explora uma falácia informal ligada à ambiguidade. Quando uma frase pode ser entendida de mais de um jeito, a conclusão tirada dela fica “torta” desde o começo, porque depende de uma leitura específica que não estava garantida no enunciado. Em prova, isso costuma aparecer como ambiguidade lexical ou estrutural: a mesma expressão abre duas interpretações possíveis e alguém escolhe uma delas como se fosse a única. No caso do oráculo, a frase “um poderoso império será destruído” não dizia qual império seria esse. Creso leu a previsão como se o império destruído fosse o persa, mas o texto também permitia entender que o próprio império de Creso seria arruinado. Ou seja, a previsão era vaga o bastante para caber em mais de uma interpretação. Não houve erro de lógica formal, mas sim uso de uma expressão ambígua que favoreceu uma leitura conveniente. Por isso, o gabarito é a letra B. A falha central não é que o oráculo tenha feito uma “dedução errada”, e sim que a formulação permitia dupla interpretação. Em linguagem de argumentação, isso é exatamente o terreno da ambiguidade: a frase parece precisa, mas esconde uma brecha semântica. Em concursos, vale guardar a ideia prática: se a conclusão depende de escolher um sentido entre vários possíveis, o problema costuma ser ambiguidade. A banca gosta dessa confusão porque ela parece profecia, mas na verdade é só uma frase bem montada para funcionar nos dois cenários.

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