A negação de “Se luto, não perco.” é:
- A)Não luto e perco.
Errada, porque "não luto e perco" não é a negação da condicional; isso apenas descreve outro cenário, sem testar a relação "se... então...".
- B)Luto e perco.
Certa, porque a negação de "Se luto, não perco" é justamente "luto e perco".
- C)Se luto, posso perder.
Errada, porque mantém uma ideia condicional e ainda troca o sentido por uma possibilidade, não sendo a negação lógica exata.
- D)Se não luto, perco.
Errada, porque inverte o antecedente e continua sendo uma condicional diferente, não a negação da frase dada.
- E)Se não luto, não perco.
Errada, porque também é uma condicional e ainda preserva a parte de "não perco", então não nega a afirmação original.
Gabarito: B
Em lógica, a frase "Se P, então Q" tem uma negação bem específica: ela não vira "se não P, então não Q" nem nada parecido. A negação correta de uma condicional é "P e não Q", porque basta aparecer um caso em que a condição acontece e a consequência falha para a frase original ser derrubada. É o famoso contraexemplo que faz a condicional cair do cavalo. Aqui, a frase é "Se luto, não perco". Vamos chamar "luto" de P e "não perco" de Q. A negação será "luto e não (não perco)". Simplificando a dupla negação, fica "luto e perco". Por isso o gabarito é a letra B. A frase nega exatamente a ideia de que sempre que há luta, não há perda, mostrando a situação em que eu luto e mesmo assim perco. Esse é um ponto clássico em Raciocínio Lógico de banca como a FGV: ela adora trocar a negação da condicional por uma frase parecida, mas logicamente errada. Aqui, não tem mistério: negou o "se... então...", você procura o "aconteceu o antecedente e falhou o consequente".