Considere verdadeira a seguinte declaração: “Se eu acordo tarde, não faço desjejum.” É correto concluir que
- A)se eu não acordo tarde, faço desjejum.
Errada, porque é a conversa inversa da condicional e não decorre logicamente da afirmação dada.
- B)se eu não acordo tarde, também não faço desjejum.
Errada, pois negar a hipótese não autoriza manter a mesma conclusão; isso não é equivalente à frase original.
- C)se eu faço o desjejum, então acordei tarde.
Errada, porque afirma a conversão da condicional, mas essa forma não é logicamente garantida.
- D)se eu faço o desjejum, então não acordei tarde.
Certa, pois é a contrapositiva da frase original e mantém a equivalência lógica.
- E)se eu não faço o desjejum, então acordei tarde.
Errada, porque transforma a afirmação em uma relação inversa que não pode ser concluída com segurança.
Gabarito: D
Em lógica, a frase “Se P, então Q” é uma condicional. Aqui, P é “eu acordo tarde” e Q é “não faço desjejum”. Quando a condicional é verdadeira, o que vale de forma garantida é a sua contrapositiva: “Se não Q, então não P”. Isso acontece porque, em lógica proposicional, uma condicional e sua contrapositiva são equivalentes. No caso da questão, se “não faço desjejum” é a negação de Q, então conclui-se “não acordei tarde”, que é a negação de P. É exatamente a forma correta de inverter a ideia sem cair na armadilha da conversa fiada lógica. Já o contrário da frase, ou a sua inversão simples, não tem essa garantia. Por isso, a alternativa D está correta: se eu faço o desjejum, então não acordei tarde. Essa é a contrapositiva da afirmação dada. Em provas, a FGV adora testar esse trio: condicional, inversa e contrapositiva, porque muita gente troca tudo no impulso. Resumo mental rápido: de “Se P, então Q”, você pode concluir com segurança “Se não Q, então não P”. O resto precisa de cuidado, porque nem tudo que parece equivalente realmente é.