Sabe-se que a sentença “Se faz sol e o mar está calmo, então vou remar” é FALSA. Nesse caso, é correto concluir que
- A)Não faz sol ou o mar não está calmo.
Errada, porque "não faz sol ou o mar não está calmo" não é a conclusão necessária da falsidade da condicional.
- B)Faz sol e o mar não está calmo.
Errada, pois a falsidade da condicional não permite afirmar "faz sol e o mar não está calmo"; o mar, inclusive, está calmo no antecedente verdadeiro.
- C)Não faz sol e o mar está calmo.
Errada, porque a condição falsa exige o antecedente verdadeiro, então não dá para concluir que "não faz sol".
- D)Vou remar ou não faz sol.
Errada, pois a frase mistura uma disjunção que não decorre da análise da condicional falsa.
- E)Não vou remar e o mar está calmo.
Certa, porque se a condicional é falsa, então "vou remar" é falso e o antecedente "o mar está calmo" é verdadeiro.
Gabarito: E
Em uma condicional do tipo "Se P, então Q", a única situação em que ela é falsa é quando P acontece e Q não acontece. Parece cruel, mas a lógica gosta de ser dramática: basta um contraexemplo para derrubar a frase inteira. Aqui, P é "faz sol e o mar está calmo" e Q é "vou remar". Se a sentença toda é falsa, então obrigatoriamente o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Ou seja: faz sol, o mar está calmo e eu não vou remar. Perceba que a alternativa E traz exatamente uma parte segura dessa conclusão: "não vou remar e o mar está calmo". Como a frase original só pode ser falsa se o "vou remar" falhar e o mar estiver calmo no antecedente, E está correta. Regra clássica de tabelas-verdade: uma condicional só é falsa no caso verdadeiro -> falso. Fora isso, ela é verdadeira. É a famosa armadilha de concurso: trocar a análise da condicional por uma leitura de "ou" sem cuidado costuma derrubar muita gente.