Considere a proposição: “Se estamos em fevereiro, então eu pago o IPVA”. Assinale a opção que apresenta uma negação dessa proposição.
- A)Estamos em fevereiro e eu não pago o IPVA.
Correta: é a forma negada do condicional, com a hipótese verdadeira e a conclusão falsa.
- B)Não estamos em fevereiro e eu não pago o IPVA.
Errada: acrescenta "não estamos em fevereiro", mas a negação do condicional não exige isso.
- C)Se estamos em fevereiro, então eu não pago o IPVA.
Errada: apenas nega a conclusão, mas mantém o condicional intacto.
- D)Se não estamos em fevereiro, então eu não pago o IPVA.
Errada: troca a hipótese por sua negação, o que não é a negação de uma implicação.
- E)Se não estamos em fevereiro, então eu pago o IPVA.
Errada: também altera a hipótese, mas não expressa o caso que torna a implicação falsa.
Gabarito: A
Em proposições condicionais, a estrutura "se P, então Q" tem uma negação bem específica: ela só é falsa quando P acontece e Q não acontece. Em outras palavras, negar um condicional não é trocar o "então" por "não", nem inverter a ordem dos termos. O que vale aqui é a fórmula clássica: a negação de "Se P, então Q" é "P e não Q". Na questão, P é "estamos em fevereiro" e Q é "eu pago o IPVA". Logo, a negação de "Se estamos em fevereiro, então eu pago o IPVA" é "Estamos em fevereiro e eu não pago o IPVA". Essa é exatamente a alternativa A. Se você quiser guardar uma regra de bolso para prova, pense assim: para derrubar uma implicação, você precisa mostrar o caso em que a promessa falha. A promessa era pagar o IPVA em fevereiro; então a negação mostra fevereiro com o IPVA não pago. Simples, direto e com cara de pegadinha de concurso.