As seguintes afirmações acerca de Marcos são verdadeiras: I. Marcos é professor ou pratica natação. II. Marcos tem filhos e não pratica natação. III. Marcos não é brasileiro ou não é professor. IV. Se Marcos conhece São Paulo, então Marcos é brasileiro. A partir dessas informações, pode-se afirmar que Marcos
- A)tem filhos, é brasileiro e conhece São Paulo.
Errada, porque das premissas não se conclui que Marcos seja brasileiro nem que conheça São Paulo; além disso, a natação foi negada pela II.
- B)é professor, não conhece São Paulo e não é brasileiro.
Certa, porque da II e da I conclui-se que Marcos é professor, da III conclui-se que ele não é brasileiro, e da IV conclui-se que ele não conhece São Paulo.
- C)tem filhos, é brasileiro e é professor.
Errada, porque as premissas levam ao contrário de "é brasileiro", já que a III força que Marcos não seja brasileiro.
- D)é brasileiro, pratica natação e não conhece São Paulo.
Errada, porque a II afirma que Marcos não pratica natação, então essa alternativa contradiz diretamente o enunciado.
- E)não é professor, não tem filhos e é brasileiro.
Errada, porque a II diz que Marcos tem filhos, então não é possível afirmar que ele não tem filhos.
Gabarito: B
A ideia aqui é transformar as frases em peças de encaixe. Se a II diz que Marcos tem filhos e não pratica natação, então já sabemos duas coisas: ele tem filhos e não nada. Aí a I, que diz que ele é professor ou pratica natação, como a natação foi negada, obriga a conclusão de que ele é professor. Simples assim: uma disjunção "ou" com uma parte falsa empurra a outra para verdadeira. Agora vem a III: "Marcos não é brasileiro ou não é professor". Como acabamos de concluir que ele é professor, a parte "não é professor" fica falsa. Para a frase continuar verdadeira, sobra a primeira parte: Marcos não é brasileiro. Isso é um padrão clássico de tabela-verdade, especialmente em questões da FGV, que adora misturar "ou", "e" e "se... então" para ver se voce consegue limpar a neblina lógica. Por fim, a IV diz: "Se Marcos conhece São Paulo, então Marcos é brasileiro". Como sabemos que Marcos não é brasileiro, não pode acontecer ele conhecer São Paulo e a implicação continuar verdadeira do jeito mais seguro. Em uma condicional, quando o consequente é falso, o antecedente precisa ser falso também para não quebrar a frase. Logo, Marcos não conhece São Paulo. Juntando tudo: Marcos é professor, não conhece São Paulo e não é brasileiro. É exatamente a alternativa B. A técnica aqui é sempre a mesma: leia cada proposição, elimine o que ficou incompatível e veja o que sobra forçosamente.