Considere as seguintes premissas: • Quem tem azar não sorri. • Quem é maratonista não está doente. • Quem não está doente, sorri. A partir dessas premissas é correto concluir que
- A)Quem não está doente é maratonista.
Errada, porque das premissas não se pode concluir que todo não doente seja maratonista.
- B)Quem está doente não sorri.
Errada, pois "estar doente" não implica necessariamente "não sorrir" a partir das premissas dadas.
- C)Quem não tem azar sorri.
Errada, já que não foi dado que quem não tem azar sorri; a relação fornecida é a inversa, via contrapositiva.
- D)Quem é maratonista não tem azar.
Certa, porque maratonista implica não estar doente, e não estar doente implica sorrir, então sorrir implica não ter azar.
- E)Quem sorri, não está doente.
Errada, porque a conclusão correta obtida pelas premissas é o contrário da relação entre sorrir e não estar doente.
Gabarito: D
Em proposições condicionais, o segredo costuma estar na contrapositiva. Se você tem "Se P, então Q", pode concluir, de forma equivalente, "se não Q, então não P". Isso é ouro em questão de Raciocínio Lógico, porque a banca adora esconder a conclusão em uma frase aparentemente diferente. Aqui, a premissa "quem tem azar não sorri" vira, pela contrapositiva, "quem sorri, não tem azar". Já "quem é maratonista não está doente" e "quem não está doente, sorri" permitem montar a cadeia: maratonista -> não doente -> sorri. Até aqui, nada de mágica, só encadeamento normal. Juntando as duas ideias, se a pessoa é maratonista, então ela sorri; e, se sorri, não tem azar. Logo, concluímos: quem é maratonista não tem azar. É exatamente a alternativa D. Esse tipo de raciocínio é padrão em provas da FGV: identificar a forma condicional, usar contrapositiva quando necessário e encadear as premissas sem inventar informação nova. A banca costuma premiar quem lê com calma e não troca "não sorri" por "sorri" como se fosse a mesma coisa.