Sabe-se que: • Todo A é B. • Nem todo B é C. É correto concluir que:
- A)todo A é C;
Errada, porque de “todo A é B” e “nem todo B é C” não se conclui que todo A seja C.
- B)nenhum A é C;
Errada, porque não há base para afirmar que nenhum A é C; a informação dada não exclui a interseção entre A e C.
- C)algum C não é B;
Errada, porque o enunciado não permite concluir nada sobre existir um C que não seja B.
- D)algum B não é C;
Certa, pois “nem todo B é C” equivale logicamente a dizer que existe algum B que não é C.
- E)algum C não é A.
Errada, porque não foi dito que exista algum C, muito menos que ele não seja A.
Gabarito: D
Aqui a chave é traduzir as frases para a linguagem lógica sem cair no “português sentimental”. “Todo A é B” significa que, se algo é A, então obrigatoriamente é B. Já “nem todo B é C” quer dizer exatamente que existe pelo menos um B que não é C. Em lógica de concurso, essa forma já entrega uma proposição existencial: “algum B não é C”. Perceba que a primeira informação não garante nada sobre C. Ela só cria uma ponte de A para B. A segunda, por sua vez, quebra a ideia de que todos os B estariam dentro de C. Então a conclusão segura é a existência de um B fora de C. Por isso o gabarito é a letra D. Ela apenas reescreve, sem mudar o sentido, a frase “nem todo B é C” na forma lógica mais direta: “algum B não é C”. As outras alternativas tentam forçar relações que o enunciado não deu. Em raciocínio lógico, o erro clássico é transformar uma informação parcial em certeza total. Aqui, a banca quer que você leia “nem todo” como “existe pelo menos um que escapa”.