A negação lógica da sentença “Toda cobra é verde ou venenosa” é:
- A)Nenhuma cobra é verde ou venenosa.
Errada, porque diz que nenhuma cobra é verde ou venenosa, o que é muito mais forte do que apenas negar a frase original.
- B)Toda cobra não é verde ou não é venenosa.
Errada, porque ainda mantém a ideia de que toda cobra se encaixa em pelo menos uma das condições, só que com negações internas.
- C)Existe cobra que não é verde nem é venenosa.
Certa, pois apresenta um contraexemplo: existe uma cobra que não é verde e não é venenosa.
- D)Toda cobra verde não é venenosa.
Errada, porque fala apenas das cobras verdes e de sua relação com ser venenosa, não nega a frase universal inteira.
- E)Nenhuma cobra venenosa é verde.
Errada, porque trata só das cobras venenosas e não expressa a negação completa da sentença dada.
Gabarito: C
Aqui a ideia central é lembrar como negar uma afirmação universal. Quando a frase diz "Toda cobra é verde ou venenosa", ela afirma algo sobre todas as cobras: cada uma delas entra no grupo das verdes ou das venenosas. Para negar isso, voce precisa achar pelo menos uma cobra que fuja da regra. Em lógica, a negação de "todo A é B" vira "existe A que não é B". Como a frase original tem dois critérios ligados por "ou", a negação também precisa derrubar os dois ao mesmo tempo. Em vez de dizer que a cobra não é verde ou não é venenosa, voce precisa dizer que existe uma cobra que não é verde e também não é venenosa. É o famoso passo de trocar o universal por existencial e negar tudo o que vinha depois, sem dó e sem pena. Assim, a forma correta é: "Existe cobra que não é verde nem é venenosa." Isso equivale a dizer que há ao menos um contraexemplo à regra original. Se existir essa cobra, então a frase "toda cobra é verde ou venenosa" cai por terra. Esse tipo de transformação é padrão da lógica proposicional e de predicados: negar "para todo" vira "existe", e negar "P ou Q" vira "não P e não Q". É exatamente por isso que o gabarito é a alternativa C.