Considere as seguintes afirmativas a respeito de um objeto chamado biba: • Se biba é bala então não é bola. • Se biba não é bala então é babalu. É correto concluir que
- A)se biba é bola então é babalu.
Correta: se biba é bola, pela primeira frase ele não pode ser bala, e então pela segunda frase conclui-se que ele é babalu.
- B)se biba é babalu então é bola.
Errada: ser babalu não obriga biba a ser bola, porque a segunda condição só fala do caso em que ele não é bala.
- C)se biba não é bola então é babalu.
Errada: não é verdade que "não ser bola" leve necessariamente a babalu, pois a informação dada não autoriza essa conclusão direta.
- D)se biba não é babalu então é bola.
Errada: "não ser babalu" não implica ser bola; a lógica apresentada não permite inverter a segunda condicional desse jeito.
- E)se biba é bola então não é babalu.
Errada: se biba é bola, a conclusão obtida é babalu, não o contrário.
Gabarito: A
Aqui a chave é trabalhar com condicional. A frase "se biba é bala então não é bola" pode ser representada como B -> ~L, e a segunda como ~B -> A, em que B = "é bala", L = "é bola" e A = "é babalu". Em lógica, uma condicional só é falsa quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Fora isso, ela se mantém verdadeira, mesmo quando o antecedente não acontece. Observe o truque clássico: da primeira regra, se biba é bola, então ele não pode ser bala, porque "bala -> não bola" impede que as duas coisas ocorram juntas. Se ele não é bala, a segunda regra já dispara e conclui que é babalu. Então, sempre que biba é bola, necessariamente ele cai no caso de não ser bala e, por consequência, de ser babalu. Em forma resumida: bola -> não bala -> babalu. Logo, a alternativa A está correta: se biba é bola então é babalu. Esse tipo de questão é muito típico de FGV: ela gosta de encadear condicionais e testar se você percebe a contrapartida lógica. Aqui não é preciso tabela-verdade completa, mas ela confirma o raciocínio sem susto.