A negação da afirmativa “Se João vai ao jogo, então o Flamengo perde” é
- A)João vai ao jogo e o Flamengo não perde.
Correta, porque a negação de "Se P, então Q" é "P e não Q".
- B)João não vai ao jogo e o Flamengo perde.
Errada, porque nega a hipótese e mantém a conclusão, o que não é a negação da implicação.
- C)João não vai ao jogo e o Flamengo não perde.
Errada, porque nega a hipótese e também nega a conclusão, fugindo da regra lógica da condicional.
- D)Se João não vai ao jogo, então o Flamengo perde.
Errada, porque continua sendo uma condicional, não a negação da afirmativa original.
- E)Se João não vai ao jogo, então o Flamengo não perde.
Errada, porque também é uma condicional e ainda troca a conclusão por outra ideia, sem negar corretamente a frase dada.
Gabarito: A
Em lógica proposicional, a frase "Se P, então Q" tem uma negação bem clássica: ela só é falsa quando P acontece e Q não acontece. Ou seja, negar uma implicação não é trocar o "se" por "não" de qualquer jeito, nem inverter as partes aleatoriamente. O segredo está em achar o único cenário que derruba a promessa da implicação. Aqui, P é "João vai ao jogo" e Q é "o Flamengo perde". Então a afirmação dada é "Se João vai ao jogo, então o Flamengo perde". A negação correta precisa dizer exatamente: João vai ao jogo, e o Flamengo não perde. Perceba a estrutura: a primeira parte fica afirmativa, e a segunda parte vem negada. Isso acontece porque a implicação só é falsa na situação em que a hipótese ocorre e a conclusão falha. Em linguagem de prova, é a forma padrão: negar (P -> Q) equivale a P e não Q. Essa é uma equivalência lógica básica, muito cobrada em concurso, inclusive pela FGV, que gosta de testar se você sabe identificar a negação sem cair em tradução literal da frase. Então, o gabarito A está correto porque reproduz exatamente a forma da negação da condicional: João vai ao jogo e o Flamengo não perde. Simples, direto e com cara de pegadinha de banca.