Considere a sentença: “Todos os caninos, quando ameaçados, fogem ou atacam.” A negação lógica dessa sentença é:
- A)Existe canino que é ameaçado e não foge nem ataca.
Correta: traz a existência de um canino ameaçado que não foge nem ataca, que é exatamente a negação da frase original.
- B)Todos os caninos, quando não ameaçados, não fogem nem atacam.
Errada: troca “ameaçados” por “não ameaçados” e não nega a estrutura lógica corretamente.
- C)Todos os caninos, quando ameaçados, não fogem nem atacam.
Errada: mantém o “todos” e apenas troca o comportamento, mas a negação de uma frase universal exige caso existencial.
- D)Todos os caninos, quando ameaçados, não fogem ou não atacam.
Errada: o uso de “ou” torna a negação incorreta, porque o correto seria negar as duas ações ao mesmo tempo.
- E)Existe canino que não é ameaçado, mas foge ou ataca.
Errada: muda a condição para “não ameaçado”, quando a negação deve manter o caso de ameaça e negar a reação.
Gabarito: A
A frase tem cara de “todo mundo”, então a negação começa quebrando esse universal: em vez de dizer que vale para todos os caninos, basta achar um caso em que não vale. A estrutura é: “para todo canino, se estiver ameaçado, então foge ou ataca”. Negar isso vira: “existe um canino que está ameaçado e não foge nem ataca”. Perceba o truque clássico: negar um “ou” dá “nem um nem outro”. Então “foge ou ataca” vira “não foge e não ataca”. É exatamente o tipo de troca que a banca adora cobrar, porque quem vai no impulso costuma inverter só uma parte e esquece do restante. Em linguagem lógica, a regra é: negar um enunciado universal gera um caso particular contrário; negar uma implicação exige afirmar a condição e negar o consequente. Aqui, isso produz um canino ameaçado que não foge e não ataca. Por isso o gabarito é a alternativa A. Ela reproduz fielmente a negação da sentença original, sem adicionar condição indevida e sem trocar o quantificador de forma errada.