Considere a afirmação: “Se Jonas é um soldado então é forte”. A negação dessa afirmação é
- A)Jonas é um soldado e não é forte.
Correta, porque a negação de uma condicional "se P, então Q" é "P e não Q".
- B)Se Jonas não é um soldado então é forte.
Errada, pois troca a hipótese, mas não nega a condicional da forma correta.
- C)Se Jonas é um soldado então não é forte.
Errada, porque apenas nega a conclusão; isso não é a negação completa da frase original.
- D)Se Jonas não é um soldado então não é forte.
Errada, pois altera hipótese e conclusão de modo indevido, sem seguir a regra da negação da implicação.
- E)Se Jonas não é forte então não é um soldado.
Errada, porque isso expressa a conversa da condicional, não a sua negação.
Gabarito: A
A frase "Se Jonas é um soldado então é forte" tem a forma lógica de uma implicação: se P, então Q. Aqui, P é "Jonas é um soldado" e Q é "Jonas é forte". A regra de negação da condicional é clássica e muito cobrada: negar "Se P, então Q" é afirmar "P e não Q". Em outras palavras, a condicional só falha quando a hipótese acontece e a conclusão não acontece. Pense assim: a frase original promete uma relação. Se você quer negar essa promessa, precisa mostrar um caso em que a condição aparece, mas o resultado prometido não. Por isso, a negação não é trocar os termos, nem apenas colocar "não" em tudo. O coração da questão está exatamente nessa estrutura. Aplicando ao enunciado, a negação de "Se Jonas é um soldado então é forte" é: "Jonas é um soldado e não é forte". É uma negação direta da implicação, formada por P e não Q. Essa é a forma padrão ensinada em lógica proposicional e usada em concursos, sem precisar de fórmula complicada para acertar. Então o gabarito A está correto porque reproduz exatamente a regra: afirmar a hipótese e negar a conclusão. Se a banca quer testar lógica básica, ela quase sempre aposta nessa troca entre condicional e sua negação, porque muita gente cai na tentação de negar a frase de modo intuitivo, mas errado.