Sabe-se que as 3 afirmações a seguir são verdadeiras: • Marlene é médica; • Olga é oftalmologista; • Priscila não é professora. É correto concluir que:
- A)Marlene é médica e Olga não é oftalmologista.
Errada, porque de "Marlene é médica" não se pode concluir que "Olga não é oftalmologista"; além disso, a segunda parte contradiz uma informação já dada.
- B)Priscila é professora ou Marlene não é médica.
Errada, pois "Marlene não é médica" é falso e, com isso, a disjunção não pode ser tomada como verdadeira nessa leitura proposta.
- C)Se Priscila é professora, então Marlene não é médica.
Certa, porque o antecedente "Priscila é professora" é falso, já que foi dado que Priscila não é professora; em uma implicação, isso torna a frase verdadeira.
- D)Se Priscila não é professora, então Olga não é oftalmologista.
Errada, porque o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso, então a implicação fica falsa.
- E)Se Olga é oftalmologista, então Marlene não é médica.
Errada, pois transforma uma informação verdadeira em conclusão falsa; além disso, não há relação lógica que permita negar a médida de Marlene a partir de Olga ser oftalmologista.
Gabarito: C
Nesta questão, o segredo é lembrar que uma implicação do tipo "se P, então Q" só é falsa em um caso: quando P é verdadeira e Q é falsa. Se o antecedente for falso, a frase toda fica verdadeira, mesmo que o consequente seja qualquer coisa. Essa é a velha lógica da implicação material, muito cobrada pela FGV. Aqui, sabe-se que "Priscila não é professora" é verdadeira. Logo, a proposição "Priscila é professora" é falsa. Então, ao analisar "Se Priscila é professora, então Marlene não é médica", temos um antecedente falso. Resultado: a proposição é verdadeira, sem precisar nem olhar para a parte de Marlene. É por isso que o gabarito é a alternativa C. Ela usa exatamente essa estrutura: uma hipótese falsa no "se" torna a frase verdadeira. Em provas, isso costuma derrubar quem lê a frase de modo intuitivo, como se a verdade do consequente dependesse do mundo real e não da estrutura lógica. Resumo prático: comente sempre a forma da proposição, e não o tema. Em lógica, às vezes a frase parece estranha, mas está certinha. A FGV adora esse tipo de armadilha com implicação e negação.